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Blog - 25.06.2018
Produção de sentidos em pauta no jornalismo
                                       
 
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É essencial que os jornalistas estejam sempre refletindo sobre os sentidos©iStock.com/LuismiCSS produzidos a partir de termos e frases utilizadas em suas matérias. A partir dessa ideia, construí meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) analisando o trabalho da página do Facebook Não foi ciúme, que realiza uma espécie de curadoria de conteúdo da mídia online, ressaltando discursos problemáticos perpetuados encontrados em notícias sobre violência contra a mulher. Além de sinalizar os problemas, as postagens da página sugerem outras maneiras de reportar a informação.

Ao mapear a curadoria realizada pela Não foi ciúme, meu trabalho coloca em evidência três categorias que sinalizam os principais problemas encontrados nas notícias: ambiguidade, culpabilização e motivação. No primeiro, as notícias são redigidas de maneira confusa, com baixa clareza nos fatos, falta de dados ou informações incertas, que na maioria das vezes prejudicam a credibilidade da palavra da vítima. Já a culpabilização foi vista em matérias que, de alguma maneira, sendo no uso de algum termo ou colocando informações não tão relevantes em destaque, colocavam a culpa na vítima, eximindo ou diminuindo a autoria do acusado do crime. A última categoria encontrada foi a motivação, a qual foi atribuída aos casos em que o sentido dos textos jornalísticos evidenciava motivos incertos e duvidosos para a ocorrência do crime, em vez de falar sobre violência contra a mulher e feminicídio.

Redigir de maneira imparcial e justa matérias que abordem a violência é muito importante, visto que doze mulheres são assassinadas todos os dias, em média, no Brasil. Esse dado foi levantado pelo Monitor da Violência, pesquisa fruto de uma parceria do portal G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Considerando os dados oficiais dos estados relativos a 2017, foram 4.473 homicídios dolosos. Destes, 946 foram categorizados como feminicídios, ou seja, casos de mulheres mortas em crimes de ódio motivados pela condição de gênero.

A informação pode ser de forte ajuda para mudar esse quadro. Por isso, coletivos feministas tentam há anos produzir a reflexão e fomentar o debate sobre as redações jornalísticas se tornarem mais humanizadas, tendo mais cuidado com os sentidos produzidos em notícias a fim de diminuir preconceitos e estereótipos na linguagem. Um exemplo disso é a série Minimanual de Jornalismo Humanizado, com conteúdos produzidos pela Organização Não ONG Think Olga, que busca limar os meios de comunicação de práticas nocivas às mulheres. Além de informar, cabe ao jornalismo a responsabilidade social de formar opiniões e fomentar debates públicos. Dessa forma, nossa área exerce seu papel de cidadania na busca de uma sociedade mais justa e igualitária.

 

Laís Albuquerque, estagiária de jornalismo (Temática)


 
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