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Blog - 27.02.2019
O futuro do ensino
                                       
 
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Ferramenta primordial para a construção e renovação de uma sociedade, a educação enfrenta inúmeros desafios em uma época tão veloz e dinâmica como a atual Era Digital. A necessidade de mesclar conhecimentos com vivências práticas vai ao encontro das motivações e interesses pessoais, em uma tênue linha entre o individualismo e a coletividade. Preparar gerações para o futuro, em um mercado de trabalho cada vez mais exigente e incerto, fomenta muitos questionamentos. ©iStock.com/D-Keine

Em busca de respostas, organizações de todo o mundo consultam e se inspiram no grande polo de inovação e tecnologia atual: o Vale do Silício. Uma dessas instituições é a Escola Conquer, desenvolvida para aplicar conceitos modernos e práticos de educação. Localizada em Curitiba, ela acredita em 6 tendências que o ensino seguirá nos próximos anos: salas de aula dedicadas à prática, aprendizado personalizado, livre escolha, aplicabilidade no mercado, avaliações por projetos e valorização do quociente emocional. O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), originado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para avaliar processos de aprendizagem pelo mundo, já tem em vista algumas dessas transformações.

Andreas Schleicher, diretor de Educação da OCDE, mencionou ao jornal O Globo, em entrevista no último mês de novembro, que “o mundo está mudando, então o Pisa também deve evoluir.” Para isso, foram incorporadas na prova avaliações de habilidades sociais em 2015 e competências interculturais em 2018. Até 2021, serão avaliadas também as habilidades de pensamento criativo. De acordo com Schleicher, “o futuro consiste na personalização de experiências educacionais, ou seja, a construção de instruções a partir das paixões e capacidades do aluno.”

Em seu livro de 2017, Vai Lá e Faz, o cofundador da escola de metodologias Perestroika Tiago Mattos propõe reflexões acerca das lógicas industrial e digital para compreender os próximos passos do ensino pelo mundo. O autor relembra, através de referência à obra Libertando o Poder Criativo, de Ken Robinson, as linhas de montagens estruturadas em um pensamento linear, repetitivo, segmentado e previsível que serviu de base para a Revolução Industrial nos séculos XVIII e XIX. A partir desse sistema, as primeiras escolas públicas na Europa e nos Estados Unidos refletiam os procedimentos das fábricas – e até hoje estudantes fazem uso de uniformes, têm horários de entrada e saída, seguem um espelho de classe e avançam de série em série. É o que Mattos cita como rede tradicional, pública, massificada e gratuita de educação, desenhada para formar cidadãos aptos a trabalhar em indústrias.

Como alcançar um patamar satisfatório de educação, condizente com o ano 2019 e as revoluções tecnológicas, digitais e científicas que vivemos? Como tornar a inteligência artificial e a Internet das Coisas aliadas para nossa evolução, e não ameaças? Mais do que compreender o valor existente nas capacidades de comunicação, inovação, interpretação de dados e de trabalhar coletivamente, é preciso entender a educação como método de transformação. O ato de ensinar, com respeito à diversidade de todos, é uma revolução em si.

Diego Rodrigues, estagiário em Jornalismo (Temática)


Blog - 25.01.2019
Algumas tendências em comunicação e marketing
                                       
 
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©iStock.com/BymuratdenizAs áreas de comunicação e marketing vivem em constante transformação. Não bastasse a correria diária em que os profissionais se mantêm, em função de metas e prazos, é preciso estar atentos às mudanças instantâneas do mercado – diante das inovações tecnológicas, que pedem conteúdos em diferentes plataformas.

A preocupação com a informação, em meio a tantas fontes disponíveis – grande parte delas sem a checagem necessária, fazendo crescer a quantidade de fake news – deve permanecer incólume, seguindo os ditames do jornalismo. Mesmo que não se tenha tempo hábil para incluir algo inédito, pode-se trabalhar o fato de forma criativa, com o uso de recursos multimídia.

Especialistas indicam que a qualidade deve ser o foco central de qualquer trabalho. No caso das redes sociais, ela deve sobressair à frequência de postagens semanais. Apontada como uma das grandes tendências em comunicação e marketing para 2019, ela deve motivar a busca de ações inovadoras, com o uso principalmente de vídeos.

A utilização de ferramentas de voz é outra novidade que está em alta e deve acompanhar o crescimento do número dos novos consumidores. Embora não sejam nativos digitais, os millennians (nascidos entre a década de 80 e o começo dos anos 2000) estão imersos nas novas tecnologias, usando o microfone para buscas na internet, conversar pelo Whatsapp e esclarecer dúvidas com ferramentas de inteligência artificial. Na mesma direção, aumenta o consumo de textos em áudios, tanto em sites e blogs como em audiobooks.

A publicação de fotos e vídeos rápidos, que podem ser editados, mas sem filtros, também ganha gosto dos usuários das mídias sociais. Conhecidos como Stories, eles só podem ser vistos por um período curto de 24 horas, aumentando a visibilidade de páginas e perfis em até 300 vezes aos finais de semana. Cria-se a ilusão de que alguém comum pode virar celebridade em pouco tempo, incentivando-se a produção de conteúdos em ampla escala que é rapidamente descartada, com exceção de alguns destaques que já podem ser salvos. 

Novas oportunidades também se abrem para quem consegue atrair centenas de seguidores, com conteúdos diferenciados. O marketing de influência é uma outra realidade que não tem mais fronteiras. Trabalhar com influenciadores ou até mesmo embaixadores da marca pode render uma boa audiência para uma campanha, ação ou marca. Enfim, quase tudo pode ser feito hoje com o auxílio de mídias online e offline, basta traçar as estratégicas certas para atingir o público-alvo requerido.

Antes de investir tempo e recursos, porém, lembre-se que as pessoas ainda buscam uma empresa real, que possui propósito e autenticidade acima de tudo. Isso nem sempre requer uma produção exclusiva, podendo-se usar imagens reais de quem faz a organização acontecer. Dessa forma, valorizam-se também os talentos, possibiliando a humanização do negócio.

Cláudia Boff, jornalista (Temática)

Tags: comunicação, marketing, stories, ferramentas de voz, vídeos, influenciadores, humanização


Blog - 09.11.2018
A vida que faz sentido
                                       
 
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O psicanalista Contardo Calligaris, colunista da Folha de S. Paulo, costuma dizer as pessoas não devem pautar suas ações pela busca da felicidade. Mais importante do que isso é ter uma vida interessante, ter vontade de realizar sonhos e desejos, sem fugir do lado ruim da existência. Nas palavras dele, a plenitude está em sentir as dores das perdas, dos fracassos, do luto. A felicidade seria uma concepção desnecessária, uma ilusão mercadológica.

No livro 12 regras para a vida: um antídoto para o caos, o psicólogo canadense Jordan Peterson também descarta a felicidade como objetivo humano. Devemos ir atrás é de uma vida com propósito, uma vida que tenha significado, e não conveniência. Quando você percebe que poderia fazer a mesma atividade para sempre, esquece os ressentimentos. O cérebro avisa quando a pessoa chegou ao lugar certo, na hora certa, inundando o corpo com a sensação de propósito e compromisso. Conforme diz, a vida adquire significado quando se trabalha na área de domínio, mas esforçando-se de modo que ocorra uma melhora progressiva, trafegando na fronteira entre o seu melhor (ordem) e o ponto em que tudo pode dar errado (caos).

Uma outra reflexão pertinente ao tema é feita pelo médico americano Robert Lustig. Ele escreveu um livro sobre a confusão entre felicidade e prazer, que é estimulada pela publicidade de grandes corporações. Quem procura prazer constantemente, não encontra a felicidade. O prazer é momentâneo, visceral e, em geral, solitário. A felicidade é mais duradoura, etérea, gregária. O primeiro é provocado pela dopamina, neurotransmissor ativado por substâncias como açúcar, nicotina e álcool, ou por comportamentos como fazer compras, receber likes, jogar videogames. Seu excesso causa dependência. A segunda provém da liberação da serotonina e não gera a sensação de que é preciso mais daquilo para se satisfazer.

O administrador de empresas Max Senger, da HUB Colabore (grupo de profissionais e empresas unidas em projetos colaborativos), afirma que, quanto mais autêntico você for no que faz, mais estará perto do seu propósito. Isto é, quanto mais o seu trabalho desenvolver suas habilidades, representando seus valores e crenças, mais tudo fará sentido. Infelizmente, pesquisas indicam que apenas 20% das pessoas já descobriram qual o seu propósito na vida, e, pior ainda, apenas 1% delas efetivamente trabalham nisso. Falta a coragem, o impulso para a experimentação.

Diego Castro, jornalista (Temática)

Tags: vida, propósito, significado, felicidade


Blog - 20.07.2018
Comunicação para colaborar com sonhos
                                       
 
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O voluntariado é uma das atividades que mais ganha admiradores e reconhecimento atualmente. Considerado como diferencial dentro do mercado de trabalho e um “capital” subestimado para as empresas, faz parte do dia a dia de entidades, seja em processos seletivos ou na prestação de diversos serviços essenciais à sociedade. Apesar da rotina agitada do profissional de comunicação, adentrar este universo pode ser uma virada de chave na carreira e uma grande mudança de vida.

Acima de tudo, o trabalho voluntário certo para o profissional é tão importante quanto a decisão de praticar o mesmo. Encontrar um serviço que esteja de acordo com sua personalidade e valores é o que leva ao desejo e empenho para contribuir, onde quer que esteja. Também é necessário organização para saber quanto tempo é possível dedicar, pois realizar trabalho voluntário é, antes de mais nada, o comprometimento com o próximo. O investimento de tempo para causas sociais é um dos maiores recursos que o ser humano pode obter, de valor imensurável. Muitas organizações não possuem os meios para contratar uma empresa que faça um plano de comunicação eficaz, especialmente em tempos de difícil situação econômica no país. Assim, é possível que um profissional da área possa exercer sua função e assim adquirir mais experiência, por exemplo.
 

Como colaborador da organização Parceiros Voluntários, dentro do Projeto Tribos, pude contribuir para a criação de conteúdos em escolas e vivenciei a melhora da autoestima e confiança de crianças e adolescentes. Através de ações simples como gravar histórias contadas pelos alunos, foi plantada a inspiração para que eles procurassem atividades de rádio (podcasts) e postagens sobre suas rotinas nas redes sociais. Iniciativas assim influenciam o ambiente educacional e o aprendizado dos estudantes, possibilitando mudanças positivas para todos.Divulgação/ONG Parceiros Voluntários

Além disso, é uma excelente maneira de encontrar novas oportunidades no mercado e enriquecer o currículo. O desafio de testar suas habilidades em uma área diferente, voltada para o terceiro setor, também são grandes recompensas de um voluntariado. Descobrir novos gostos e hobbies pode ser um grande acréscimo aos momentos de lazer, e conhecer pessoas diferentes é capaz de abrir portas através do networking.

O cultivo dessas relações também impacta a sociedade e acompanha esse processo, levando felicidade tanto para quem contribui quanto quem recebe. Participe de um trabalho voluntário, doe o esforço e tempo que puder! Leia aqui sobre os benefícios do voluntariado e informações relacionadas à atividade no Brasil.

Diego Rodriguesestagiário em Jornalismo (Temática)

Tags: Comprometimento, doação, comunicação, marketing, redes sociais


Blog - 25.06.2018
Produção de sentidos em pauta no jornalismo
                                       
 
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É essencial que os jornalistas estejam sempre refletindo sobre os sentidos©iStock.com/LuismiCSS produzidos a partir de termos e frases utilizadas em suas matérias. A partir dessa ideia, construí meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) analisando o trabalho da página do Facebook Não foi ciúme, que realiza uma espécie de curadoria de conteúdo da mídia online, ressaltando discursos problemáticos perpetuados encontrados em notícias sobre violência contra a mulher. Além de sinalizar os problemas, as postagens da página sugerem outras maneiras de reportar a informação.

Ao mapear a curadoria realizada pela Não foi ciúme, meu trabalho coloca em evidência três categorias que sinalizam os principais problemas encontrados nas notícias: ambiguidade, culpabilização e motivação. No primeiro, as notícias são redigidas de maneira confusa, com baixa clareza nos fatos, falta de dados ou informações incertas, que na maioria das vezes prejudicam a credibilidade da palavra da vítima. Já a culpabilização foi vista em matérias que, de alguma maneira, sendo no uso de algum termo ou colocando informações não tão relevantes em destaque, colocavam a culpa na vítima, eximindo ou diminuindo a autoria do acusado do crime. A última categoria encontrada foi a motivação, a qual foi atribuída aos casos em que o sentido dos textos jornalísticos evidenciava motivos incertos e duvidosos para a ocorrência do crime, em vez de falar sobre violência contra a mulher e feminicídio.

Redigir de maneira imparcial e justa matérias que abordem a violência é muito importante, visto que doze mulheres são assassinadas todos os dias, em média, no Brasil. Esse dado foi levantado pelo Monitor da Violência, pesquisa fruto de uma parceria do portal G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Considerando os dados oficiais dos estados relativos a 2017, foram 4.473 homicídios dolosos. Destes, 946 foram categorizados como feminicídios, ou seja, casos de mulheres mortas em crimes de ódio motivados pela condição de gênero.

A informação pode ser de forte ajuda para mudar esse quadro. Por isso, coletivos feministas tentam há anos produzir a reflexão e fomentar o debate sobre as redações jornalísticas se tornarem mais humanizadas, tendo mais cuidado com os sentidos produzidos em notícias a fim de diminuir preconceitos e estereótipos na linguagem. Um exemplo disso é a série Minimanual de Jornalismo Humanizado, com conteúdos produzidos pela Organização Não ONG Think Olga, que busca limar os meios de comunicação de práticas nocivas às mulheres. Além de informar, cabe ao jornalismo a responsabilidade social de formar opiniões e fomentar debates públicos. Dessa forma, nossa área exerce seu papel de cidadania na busca de uma sociedade mais justa e igualitária.

 

Laís Albuquerque, estagiária de Jornalismo (Temática)


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Direto da redação
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Trabalho: o futuro das mulheres na era da automação
 
 
 

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