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Blog - 05.08.2016
Colaboração e cooperação
                                       
 
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Quando diversas pessoas atuam juntas para desenvolver determinada tarefa, elas têm de relacionar-se e organizar-se entre si de modo colaborativo e cooperativo. Mas será que os dois termos são, de fato, sinônimos?

A palavra cooperação provém do latim operare, traduzido como operar uma ação, funcionar ou fazer funcionar de acordo com um plano ou sistema. Já a palavra colaboração, do latim laborare, significa trabalhar, ou seja, emprenhar-se para atingir determinado fim sem ter, necessariamente, um plano traçado, pois o importante é o objetivo a ser alcançado. Ambas possuem o prefixo co, que, de acordo com o dicionário Priberam da Língua Portuguesa, significa: companhia, concomitância, simultaneidade.

No entanto, durante o desenvolvimento do trabalho conjunto, os papeis dos parceiros podem se diferenciar. Conforme o professor Antônio Sergio Lins de Carvalho, colaborar e cooperar exigem trabalho e operação em conjunto. Para o autor, ambas ações têm intenção explícita de contribuir e criar algo a partir do esforço compartilhado. Entretanto, o grupo que trabalha a partir de uma pré-disposição hierárquica, admitindo relações de poder e delegação de funções específicas a cada integrante, não pode ser considerado colaborativo, mas sim cooperativo. Se fala em colaboração quando há um trabalho simultâneo, mútuo e espontâneo, com todos os sujeitos interagindo de modo horizontal. A colaboração envolve a tomada conjunta de decisões e a comunicação efetiva, priorizando o diálogo entre os profissionais.

Nesse sentido, o trabalho colaborativo pode envolver a realização conjunta de operações. Mas exige mais do que isso, porque prevê situações complexas que devem ser resolvidas pelo grupo ao longo do percurso. Por isso, a colaboração requer maior partilha e interação. E, quanto maior a multidisciplinaridade da equipe, mais esforço e tempo são necessários para que a variedade de linguagens, referências e estilos de trabalho se aliem e funcionem de forma colaborativa.

Embora a coletividade seja prioritária nos trabalhos em equipe, a individualidade é fundamental para que haja iniciativa e interesse do profissional em se envolver com as atividades e angariar conhecimentos. Além disso, sempre haverá diferentes níveis de envolvimento com o trabalho, visto que cada sujeito possui autonomia suficiente tanto para apenas cumprir o que foi pedido quanto para aprofundar e desenvolver temas que surgem durante o desenvolvimento das atividades.

Para facilitar sua compreensão sobre as diferenças entre colaboração e cooperação, veja os esquemas criados pelo professor Fernando Pimentel.

Amanda Gomes, estagiária de Jornalismo (Temática)

Tags: Colaboração, Cooperação, Ambientes virtuais de aprendizado


Blog - 28.07.2016
Informação demais adoece
                                       
 
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DivulgaçãoComo bem dizia o estudioso suíço Claude Raffestin, no livro Por uma Geografia de poder; “quem detém a informação, detém o poder”. Em muitos momentos da História da humanidade, essa premissa regeu comportamentos, como na proibição da impressão de livros no Brasil, em meados de 1800, e na restrição à educação escolar, por muito tempo disponibilizada apenas aos homens, garantindo que o conhecimento durante séculos se concentrasse nos mais ricos e poderosos. A Igreja chegou a perseguir escritores e confiscar publicações que “atentavam contra a moral e os bons costumes”. Na política, o Ato Institucional número 5 (AI 5), instituído em 13 de dezembro de 1968, reforçou a censura, inclusive contra a imprensa e movimentos culturais.     

Na era da informação e do conhecimento, em que estamos vivemos, houve uma certa popularização de conteúdos que ultrapassa os meios tradicionais de acesso (rádio, TV e impressos). Com a internet, ampliaram-se as fontes de informação (por meio de portais, sites, blogs e mídias sociais), possibilitando uma certa convergência entre os meios de comunicação (com o uso de celulares e smartTVs, por exemplo). Essa quantidade incalculável de metadados, gerados e consumidos diariamente por diferentes gerações, está aumentando o risco de adoecimento da população.

Explico: no livro Ansiedade – Como enfrentar o mal do século, o psiquiatra e psicoterapeuta Augusto Cury chama a atenção para esse bombardeamento de informações que, na maior parte das vezes, não conseguimos absorver. Se pensar é importante e com consciência crítica é melhor ainda, ele alerta que usar o cérebro para isto de forma excessiva é “uma bomba para a qualidade de vida e um intelecto criativo e produtivo”. Na concepção dele, este ato contínuo está gerando a Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA), que deixa as pessoas muito hiperativas, tornando-as incapazes de descansar a mente até mesmo em uma noite de sono. Como consequência disso, surgem dores de cabeça e musculares, pessoas irritadiças e que sofrem por antecipação, possuindo déficit de concentração e de memória.  

Esse excesso de informações, segundo ele, faz com que o cérebro não consiga processar ao longo do dia tudo o que foi absorvido dos mais diferentes meios. A checagem, no entanto, acontece muitas vezes em um momento de parada, o que, conforme o especialista, explica situações de insônia, por exemplo. Mudar hábitos, trabalhar menos, selecionar mais os conteúdos consumidos e dedicar mais tempo para o seu eu são algumas dicas de Cury para vencer a SPA. A continuação da obra, lançada nesse mês de julho, promete surpresas. Em Ansiedade 2 – Autocontrole, o escritor conta como aplicou técnicas para o autocontrole em sua rotina. Segundo ele, ansiedade e estresse são essenciais para a vida, mas, como tudo, precisam ser dosados. Até que ponto vale a pena deter o poder?

Saiba mais

Uma das principais atrações da 35ª ExpoAgas será a palestra magna Ansiedade – Como enfrentar o mal do século com o médico Augusto Cury. A atividade acontecerá no dia 23/08, às 10h, no Teatro do Sesi, em Porto Alegre (AV. Assis Brasil, 8787). “Temos que mudar nosso estilo de vida, gerir melhor as emoções, adotando postura crítica diante desse estado. Precisamos duvidar das ideias perturbadoras, determinando a liderança do 'eu' como autor da própria história", adianta o palestrante. O evento integra a programação da Convenção Gaúcha de Supermercados, que começa em 23/08 e segue até o dia 25 do mesmo mês, no Centro de Eventos da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs). A promoção é da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), cliente da Temática!

 

Cláudia Boff, jornalista (Temática)

Tags: ansiedade, informação, poder, SPA


Blog - 12.07.2016
Continue a nadar
                                       
 
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Em 2003, a Walt Disney Pictures, em parceria com a Pixar, lançou a animação Procurando Nemo, que conta a história de um pai superprotetor (o peixe-palhaço Marlin) que sai à procura de seu filho Nemo, coletado por um mergulhador na grande barreira de corais da Austrália. Marlin, um peixe de personalidade medrosa e séria, se aventura em direção à baía de Sidney para encontrar o filho e então, no meio do caminho encontra Dory, uma peixinha adorável com perda de memória recente, que o ajuda na sua empreitada. Divertido, sensível e com personagens cativantes, Procurando Nemo foi um sucesso entre crianças e adultos, um arraso nas bilheterias do mundo todo e ganhador do Oscar de animação naquele ano. Para completar, o filme também entrou para a história como a quinta animação mais rentável de todos os tempos.

Em julho de 2017 os cinemas receberam a continuação do filme, Procurando Dory. Agora, a melhor amiga de Marlin está lutando contra a sua doença e busca respostas sobre o seu passado, já que se perdeu da família ainda na infância. Seguindo os passos de Procurando Nemo, o segundo filme é mais uma vez um sucesso, e hoje ocupa o lugar de maior estreia da história para uma animação no Brasil.

Reprodução

Apesar de popular entre os fãs de animação – grandes e pequenos – os filmes causam muita dor de cabeça para biólogos e outros ativistas do meio ambiente. Indo contra a corrente da mensagem do filme e desrespeitando a mensagem de não tirar os peixinhos silvestres dos seus habitats, na época, Procurando Nemo causou num boom de procura dos peixes-palhaço (espécie de Marlin e Nemo). O resultado? Um aumento de 40% da demanda do bichinho para virar pet, segundo dados da Saving Nemo Conservation Fund, organização australiana criada para observar o fenômeno. Contudo, a grande questão é que apenas metade da população de peixes-palhaço tem condição de viver em cativeiro, e apenas 5% dos espécimes retirados do mar sobrevivem em um aquário – o que nos faz entender ainda melhor o pavor de Marlin ao perder o seu filho para um mergulhador.

E a chegada de Procurando Dory é ainda mais problemática: a espécie da doce peixinha esquecida, cirurgião-patela, é ainda mais incapacitada de sobreviver e se reproduzir em cativeiro. Isso significa que todos as sósias da Dory trancadas em um aquário ao redor do mundo foram retiradas do mar, podendo causar uma insustentabilidade da espécie na vida selvagem.

Portanto, acreditemos ainda mais na teoria de McLuhan de que “o meio é a mensagem”, utilizando-nos da importância do tema sustentabilidade ser levado à grande mídia, mesmo que de forma sutil. Ao levar as crianças para o cinema para se divertir com a continuação das histórias de Marlin, Dory e Nemo, explique a importância de cada um viver na sua própria casa e de conviver com as suas famílias – mesmo que sejam grupos improváveis como um cardume de tubarões.  

Nathália Cardoso, estagiária de Jornalismo (Temática)


Blog - 08.07.2016
Brainswarming no lugar do brainstorming
                                       
 
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Há décadas, as empresas utilizam a técnica de brainstorming, em livre tradução, uma tempestade de ideias, para achar soluções, desde a escolha de um nome para um produto até a pensar estrategicamente em um setor. Em 1948, Alex Osborn, baseado em sua experiência no mercado publicitário, lançou o livro Your Creative Power, com dicas sobre criatividade. Ele descreveu o brainstorm como a técnica de  “usar os cérebros para criar uma tempestade sobre um problema criativo”. De acordo com a obra, o mais importante no brainstorming é a inexistência de críticas, pois se os participantes tivessem medo que suas ideias pudessem ser ridicularizadas, o processo não iria funcionar. O livro foi um sucesso e a prática se disseminou.

Entretanto, na esteira deste fenômeno, várias pesquisas refutaram a efetividade desta técnica. Keith Sawyer, psicólogo da Washington University, sintetiza: “Décadas de pesquisa mostraram, com consistência, que grupos de brainstorming elaboram muito menos ideias do que o mesmo número de pessoas trabalhando sozinhas e depois associaram as suas ideias.” Tony McCaffrey, diretor-executivo de tecnologia da Innovation Accelerator, partilha desta opinião. Uma das críticas é que no brainstorming, os extrovertidos acabam sempre tomando mais tempo de fala que os introvertidos. McCaffrey propõe o brainswarming, no qual as ideias não são faladas e sim esquematizadas em um gráfico. Segundo o pesquisador, isso afasta a possibilidade de os colaboradores mais tímidos de serem ofuscados por quem tem o dom da oratória.

A proposta do brainswarming é colocar, em um gráfico, o objetivo no topo, e os recursos disponíveis, na parte inferior. Entre os objetivos e os recursos, são colocadas as soluções. O nome é uma referência ao conceito de inteligência em enxame (swarm, em inglês). À medida que aumentam as possibilidades do gráfico, ele fica mais parecido com um enxame de abelhas.

Para que o processo tenha sucesso, ele deve seguir algumas recomendações como não ser dominado por pessoas muito comunicativas. Além disso, os participantes podem trabalhar em paralelo, para que as ideias sejam geradas rapidamente. As ideias precisam ser concisas, já que cada contribuição deve caber em uma nota adesiva. Quer saber mais? Assista aqui a um vídeo sobre o tema, em inglês.

Laura Schenkel, jornalista (Temática)


Blog - 06.07.2016
Para quem você fala?
                                       
 
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Como muitos jornalistas, entrei no curso aspirando algum tipo de trabalho que me©iStock.com/Hong Li fizesse mexer com as palavras. Normalmente, quem se aventura pelo mundo da Comunicação possui algum conhecimento sobre a realidade do dia a dia, mas as palavras exercem, quase como mágica, uma força que nos encanta e nos chama para cada vez mais perto. Independentemente do meio – rádio, TV, impresso, assessoria de imprensa – as palavras são nossas companheiras e fonte inesgotável de fascínio e também de ansiedade. Oras, quem nunca ficou pensando depois de uma apresentação ou reunião que poderia ter se expressado melhor? Até mesmo para nós, profissionais da palavra, esta angústia nunca termina.

Fiquei pensando nisso enquanto procurava novos títulos cinematográficos para assistir nesta semana. Tento ver, ao menos, dois por semana. Me deparei com o filme Kill Your Darlings, de 2013, do diretor John Krokidas. O título vem de uma frase normalmente atribuída à Allen Ginsberg (cuja vida é apresentada no longa) e um antigo conselho dado a aspirantes a escritores no mundo inteiro, que poderia ser traduzido rusticamente como “mate seus queridos”. A sentença, ainda que um pouco mórbida, significa que mesmo que você esteja enamorado por alguma parte do que produziu, se ele não funciona no conjunto da história, este deve ser cortado sem dó nem piedade. Nosso trabalho, ainda que extremamente pessoal na escolha de referências e estilo, ainda é, acima de tudo, o trabalho de comunicar-se com o outro, de transmitir informação. Se ele não atende esta função básica, arregaçamos as mangas e começamos tudo do início.

Descobrimos, ao longo da prática do jornalismo, a importância de não só conhecer diferentes formas de falar sobre um mesmo assunto, mas os melhores jeitos de expressá-las. De nada adianta floreios e belas palavras que enchem de lágrimas os olhos dos leitores se a mensagem principal não é compreendida. É parte de nosso ofício, também, auxiliar nossos clientes a encontrarem sua voz, criando uma parceria entre as experiências do cliente com sua empresa, e a nossa, com a construção do diálogo. Afinal, falar é coisa simples. Descobrir, então, para quem se quer falar é uma decisão diferente. Mas, comunicar-se efetivamente para este público é uma outra questão. Para nós esta pergunta se renova a cada desafio apresentado por nossos clientes, que superamos com renovada paixão pelo exercício da Comunicação.

Amanda Kaster, estagiária de Jornalismo da Temática


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Direto da redação
17.03.2020
Expediente por home office
23.10.2019
Revistas promovem educação ambiental
29.08.2019
14º Encontro Aberje coloca a comunicação digital em pauta
27.08.2019
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