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Blog - 12.07.2016
Continue a nadar
                                       
 
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Em 2003, a Walt Disney Pictures, em parceria com a Pixar, lançou a animação Procurando Nemo, que conta a história de um pai superprotetor (o peixe-palhaço Marlin) que sai à procura de seu filho Nemo, coletado por um mergulhador na grande barreira de corais da Austrália. Marlin, um peixe de personalidade medrosa e séria, se aventura em direção à baía de Sidney para encontrar o filho e então, no meio do caminho encontra Dory, uma peixinha adorável com perda de memória recente, que o ajuda na sua empreitada. Divertido, sensível e com personagens cativantes, Procurando Nemo foi um sucesso entre crianças e adultos, um arraso nas bilheterias do mundo todo e ganhador do Oscar de animação naquele ano. Para completar, o filme também entrou para a história como a quinta animação mais rentável de todos os tempos.

Em julho de 2017 os cinemas receberam a continuação do filme, Procurando Dory. Agora, a melhor amiga de Marlin está lutando contra a sua doença e busca respostas sobre o seu passado, já que se perdeu da família ainda na infância. Seguindo os passos de Procurando Nemo, o segundo filme é mais uma vez um sucesso, e hoje ocupa o lugar de maior estreia da história para uma animação no Brasil.

Reprodução

Apesar de popular entre os fãs de animação – grandes e pequenos – os filmes causam muita dor de cabeça para biólogos e outros ativistas do meio ambiente. Indo contra a corrente da mensagem do filme e desrespeitando a mensagem de não tirar os peixinhos silvestres dos seus habitats, na época, Procurando Nemo causou num boom de procura dos peixes-palhaço (espécie de Marlin e Nemo). O resultado? Um aumento de 40% da demanda do bichinho para virar pet, segundo dados da Saving Nemo Conservation Fund, organização australiana criada para observar o fenômeno. Contudo, a grande questão é que apenas metade da população de peixes-palhaço tem condição de viver em cativeiro, e apenas 5% dos espécimes retirados do mar sobrevivem em um aquário – o que nos faz entender ainda melhor o pavor de Marlin ao perder o seu filho para um mergulhador.

E a chegada de Procurando Dory é ainda mais problemática: a espécie da doce peixinha esquecida, cirurgião-patela, é ainda mais incapacitada de sobreviver e se reproduzir em cativeiro. Isso significa que todos as sósias da Dory trancadas em um aquário ao redor do mundo foram retiradas do mar, podendo causar uma insustentabilidade da espécie na vida selvagem.

Portanto, acreditemos ainda mais na teoria de McLuhan de que “o meio é a mensagem”, utilizando-nos da importância do tema sustentabilidade ser levado à grande mídia, mesmo que de forma sutil. Ao levar as crianças para o cinema para se divertir com a continuação das histórias de Marlin, Dory e Nemo, explique a importância de cada um viver na sua própria casa e de conviver com as suas famílias – mesmo que sejam grupos improváveis como um cardume de tubarões.  

Nathália Cardoso, estagiária de Jornalismo (Temática)


Blog - 08.07.2016
Brainswarming no lugar do brainstorming
                                       
 
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Há décadas, as empresas utilizam a técnica de brainstorming, em livre tradução, uma tempestade de ideias, para achar soluções, desde a escolha de um nome para um produto até a pensar estrategicamente em um setor. Em 1948, Alex Osborn, baseado em sua experiência no mercado publicitário, lançou o livro Your Creative Power, com dicas sobre criatividade. Ele descreveu o brainstorm como a técnica de  “usar os cérebros para criar uma tempestade sobre um problema criativo”. De acordo com a obra, o mais importante no brainstorming é a inexistência de críticas, pois se os participantes tivessem medo que suas ideias pudessem ser ridicularizadas, o processo não iria funcionar. O livro foi um sucesso e a prática se disseminou.

Entretanto, na esteira deste fenômeno, várias pesquisas refutaram a efetividade desta técnica. Keith Sawyer, psicólogo da Washington University, sintetiza: “Décadas de pesquisa mostraram, com consistência, que grupos de brainstorming elaboram muito menos ideias do que o mesmo número de pessoas trabalhando sozinhas e depois associaram as suas ideias.” Tony McCaffrey, diretor-executivo de tecnologia da Innovation Accelerator, partilha desta opinião. Uma das críticas é que no brainstorming, os extrovertidos acabam sempre tomando mais tempo de fala que os introvertidos. McCaffrey propõe o brainswarming, no qual as ideias não são faladas e sim esquematizadas em um gráfico. Segundo o pesquisador, isso afasta a possibilidade de os colaboradores mais tímidos de serem ofuscados por quem tem o dom da oratória.

A proposta do brainswarming é colocar, em um gráfico, o objetivo no topo, e os recursos disponíveis, na parte inferior. Entre os objetivos e os recursos, são colocadas as soluções. O nome é uma referência ao conceito de inteligência em enxame (swarm, em inglês). À medida que aumentam as possibilidades do gráfico, ele fica mais parecido com um enxame de abelhas.

Para que o processo tenha sucesso, ele deve seguir algumas recomendações como não ser dominado por pessoas muito comunicativas. Além disso, os participantes podem trabalhar em paralelo, para que as ideias sejam geradas rapidamente. As ideias precisam ser concisas, já que cada contribuição deve caber em uma nota adesiva. Quer saber mais? Assista aqui a um vídeo sobre o tema, em inglês.

Laura Schenkel, jornalista (Temática)


Blog - 06.07.2016
Para quem você fala?
                                       
 
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Como muitos jornalistas, entrei no curso aspirando algum tipo de trabalho que me©iStock.com/Hong Li fizesse mexer com as palavras. Normalmente, quem se aventura pelo mundo da Comunicação possui algum conhecimento sobre a realidade do dia a dia, mas as palavras exercem, quase como mágica, uma força que nos encanta e nos chama para cada vez mais perto. Independentemente do meio – rádio, TV, impresso, assessoria de imprensa – as palavras são nossas companheiras e fonte inesgotável de fascínio e também de ansiedade. Oras, quem nunca ficou pensando depois de uma apresentação ou reunião que poderia ter se expressado melhor? Até mesmo para nós, profissionais da palavra, esta angústia nunca termina.

Fiquei pensando nisso enquanto procurava novos títulos cinematográficos para assistir nesta semana. Tento ver, ao menos, dois por semana. Me deparei com o filme Kill Your Darlings, de 2013, do diretor John Krokidas. O título vem de uma frase normalmente atribuída à Allen Ginsberg (cuja vida é apresentada no longa) e um antigo conselho dado a aspirantes a escritores no mundo inteiro, que poderia ser traduzido rusticamente como “mate seus queridos”. A sentença, ainda que um pouco mórbida, significa que mesmo que você esteja enamorado por alguma parte do que produziu, se ele não funciona no conjunto da história, este deve ser cortado sem dó nem piedade. Nosso trabalho, ainda que extremamente pessoal na escolha de referências e estilo, ainda é, acima de tudo, o trabalho de comunicar-se com o outro, de transmitir informação. Se ele não atende esta função básica, arregaçamos as mangas e começamos tudo do início.

Descobrimos, ao longo da prática do jornalismo, a importância de não só conhecer diferentes formas de falar sobre um mesmo assunto, mas os melhores jeitos de expressá-las. De nada adianta floreios e belas palavras que enchem de lágrimas os olhos dos leitores se a mensagem principal não é compreendida. É parte de nosso ofício, também, auxiliar nossos clientes a encontrarem sua voz, criando uma parceria entre as experiências do cliente com sua empresa, e a nossa, com a construção do diálogo. Afinal, falar é coisa simples. Descobrir, então, para quem se quer falar é uma decisão diferente. Mas, comunicar-se efetivamente para este público é uma outra questão. Para nós esta pergunta se renova a cada desafio apresentado por nossos clientes, que superamos com renovada paixão pelo exercício da Comunicação.

Amanda Kaster, estagiária de Jornalismo da Temática


Blog - 09.06.2016
Quanto vale a informação da sua empresa?
                                       
 
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©iStock.com/Temmuz can arsiray O modelo de negócio do jornalismo passa por uma crise, especialmente na área de impressos. A queda nas vendas decorre da migração dos leitores e da publicidade para plataformas digitais. No Brasil e no mundo, a circulação de jornais e revistas vem caindo e muitos agora só operam online ou fecharam suas portas. É o momento em que as empresas que produzem conteúdo estão se preocupando em medir o valor de suas entregas. Não há dúvidas de que o jornalismo ainda é necessário e continuará sendo necessário para separar fatos de boatos, mas é preciso saber o quanto os leitores querem pagar por informação de qualidade.

Muitos pensadores têm refletido sobre o assunto. O jornalismo agora concorre com o tempo e com o dinheiro que as pessoas dedicam a tudo o que é importante para elas. Cabe aos profissionais da área encontrar maneiras de entrar na lista das coisas mais importantes. “Esse valor não está atrelado a papel, tela, ondas de rádio. Ele está na disposição das pessoas em usá-lo, recomendá-lo, pagar por ele, compartilhar com os amigos”, argumenta o jornalista Leandro Beguoci.

Na visão do diretor de comunicação do Instituto Internacional de Ciências Sociais, Pedro Sigaud-Sellos, ganhará a batalha pelas audiências o veículo não apenas com o melhor conteúdo (notícias, análises, opinião) mas aquele que melhor conseguir entender nosso Zeitgeist, ou seja, o espírito da época. Isso inclui, além de conteúdos originais e de alta qualidade, compreender o funcionamento das redes (tanto em termos sociológicos como tecnológicos), os comportamentos de consumo e aspirações dos públicos mais jovens.

Não basta contar histórias, é preciso se preocupar, constantemente, em mostrar o impacto que elas têm. Os públicos, cada vez mais complexos e atuantes, querem fazer parte dos processos de comunicação (interna ou externa), saber de todas as informações, investimentos, parcerias e demais temas sobre a empresa ou o setor. Nesse sentido, ganham importância os processos de comunicação integrada, de modo a mapear a cultura organizacional, os públicos e suas especificidades de contexto na recepção de mensagens. Uma agência especializada na área entregará ao empresário uma comunicação inteligente e criativa, encontrando formas de que os temas explorados tragam criatividade e entretenimento, coerência com a imagem da marca e oportunidades de interação. 

Diego Castro, jornalista da Temática

Tags: impressos, comunicação, jornalismo


Blog - 21.01.2016
De volta, agora com ainda mais conteúdo
                                       
 
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Carlota PaulsDepois de algum tempo sem as atividades do blog, estamos retomando com tudo: site novo e presença em outras mídias sociais, além dos já habituais Facebook e Twitter e LinkedIn. Agora estamos ativamente no Instagram e também abrimos um canal de comunicação via WhatsApp para uma comunicação mais direta. Toda semana teremos conteúdo novo e exclusivo no site, que funcionará como um portal de notícias, sendo que todas as reportagens e posts poderão ser compartilhados diretamente da página para as suas redes sociais, uma forma de interação com os nossos leitores. Aqui falaremos sobre temas pertinentes às áreas de Gestão de Pessoas, Marketing e Comunicação, entre outros. Contamos com a sua contribuição para troca de ideias e sugestões. Toda forma de participação é bem-vinda!

Nossa proposta é dar a informação não em primeiro lugar, mas com mais qualidade e com algum diferencial, apostando na credibilidade em meio a este boom de informações – nem sempre verdadeiras – a que estamos expostos todos os dias. Queremos continuar resgatando o bom jornalismo, que infelizmente anda em descrédito por tantos deslizes que vemos por aí. Seremos coerentes com as nossas políticas e valores – e entre eles estão a transparência e a responsabilidade.

Nós geramos conteúdo, não repetimos nem copiamos, muito menos criamos fatos que não existem. Produzimos conhecimento, não apenas textos, imagens e layouts. Nós pensamos sobre o que fazemos – não simplesmente executamos – e avaliamos sempre sobre o que é melhor para cada situação. Assim é a Temática, e tampouco ficaremos aqui falando do próprio umbigo (às vezes será inevitável, mas não se preocupem: apenas o faremos quando for necessário – e sem exageros). Aliás, é exatamente isto que defendemos para os nossos clientes: materiais menos institucionais e com mais informações/serviços, o que se traduz em disponibilizar conteúdos que possam ter alguma utilidade para quem os lê. Impresso ou digital, pouco importa. O que importa é que quem tem conteúdo, tem tudo. Aproveitem, estamos distribuindo!

Fernanda Reche, diretora e jornalista da Temática

Tags: conteúdo, comunicação, Temática, Mídias sociais


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Direto da redação
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