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Blog - 17.03.2021
Futuro do marketing de influência
                                       
 
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O marketing de influência evoluiu bastante na última década, mas nos últimos cinco anos a mudança nas suas métricas de resultado tem sido o que mais chama a atenção. Se no passado as empresas mensuravam o sucesso de campanhas com base em curtidas, comentários, visualizações e compartilhamento, agora o modelo de atribuição pode calcular o valor de uma postagem extraindo dados de vendas desde site de e-commerce, por exemplo.

É o que explica Peter Kennedy, fundador e COO da Tagger, plataforma all-in-one de marketing de influência que mensura não somente o melhor engajamento e ROI de influenciadores, como também traz os dados exatos para insights do mercado. Um dos palestrantes da última edição do YOUPIX Summit 2020, ele diz que “começamos a ver as marcas investindo mais dinheiro nesta plataforma ou neste mercado porque você pode medir uma campanha de marketing de influência da mesma forma que mede seu outro mix de mídia. No passado, mensurávamos campanhas baseados em métricas de vaidade como curtidas, comentários e visualizações e compartilhamento. Mas é difícil convencer seu CMO a alocar 25% do orçamento, se as métricas que você expressa são comentários e curtidas. Não há uma padronização, não há uma medida real. É difícil de entender a atribuição.”

Conforme o executivo, isto mudou nos últimos anos. Agora há um modelo de atribuição do qual se extrai dados de vendas desde site de e-commerce e de vendas off-line para entender estudos de “brand lift” com suas estratégias de marketing de influência. Uma grande parte disto é a padronização das métricas. As marcas também estão entendendo melhor a atribuição. Como por exemplo, qual o valor de uma postagem no Instagram ou uma postagem em marketing de influência e quantas vendas atribuem a isso. "No Instagram e no Facebook é fácil porque há links rastreáveis nos anúncios, e o mesmo pode ser feito com os influenciadores, calculando onde vale mais a pena investir conforme o ROI", explica.

Kennedy disse que outra parte interessante do marketing de influência que vai crescer nos últimos anos são mais dados proprietários. “Estamos criando métricas fora das plataformas para produzir melhores modelos de afinidade, como por exemplo na plataforma da Tagger, na qual, usando nossas métricas, podemos entender a propensão de um público a se engajar com seus produtos ou a comprar sua marca. Para nós é muito interessante quando você pode elaborar seus conjuntos de dados proprietários dentro de sua plataforma.” Benchmarking, de acordo com ele, também é muito importante. “Tivemos muitas campanhas executadas em nossa plataforma em todos estes anos, e agora podemos pegar os dados das campanhas dos clientes para começar a criar benchmarking futuro do desempenho de uma campanha. Isto nos permitirá medir estas campanhas a nível regional ou micro e compará-las com campanhas passadas que tiveram também bom desempenho.”

Ele diz que plataformas emergentes são outra parte interessante do marketing de influência. “Não sabemos qual será a próxima TikTok ou a próxima Facebook. Mas sabemos que isto acontecerá. Também sabemos que o conteúdo irá mudar.” Várias novidades virão com as plataformas emergentes. “Por exemplo, elas poderão ser mais regionais. A entrega de conteúdo vai mudar, poderiam ser mensagens SMS. Também sabemos que o tipo de conteúdo vai mudar. Vimos conteúdos longos com YouTube, conteúdos curtos com Vine, conteúdos musicais com TikTok.”

Defendeu que é definitivamente importante que as marcas se ajustem a esses conteúdos, a estes estilos, e não se sintam intimidadas. É também importante, de acordo com ele, que as marcas comecem a usar estas plataformas mais cedo. “Se você tem uma marca, há oportunidades interessantes de arbitragem ao começar a usar estas plataformas antes. Entre nelas e tire partido de algumas oportunidades de arbitragem, com a criação de novas plataformas.”

Criadores também representam um campo relevante que vai mudar nos próximos anos, com o surgimento de novas plataformas e aumento da concorrência, conforme ele. “Antes, havia poucos influenciadores e eles concentravam todos os olhares. Atualmente é um mercado fragmentado. Há influenciadores em cada categoria, em todo mundo, de diferentes tamanhos, e eles servem a um público que busca cada vez mais conteúdo de entretenimento. E é difícil manter e encontrar novos usuários.”

Segundo Kennedy, os influenciadores terão que passar mais tempo criando conteúdo e focar em plataformas mais diversificadas, na interação com os fãs. “Os influenciadores têm que construir seu público em todas as plataformas e também nas emergentes, porque não sabem quais vão decolar no futuro.” Ele analisa que as marcas têm que fazer a mesma coisa. “Marcas que no passado estavam só no Twitter ou Facebook, têm que estar no Instagram, no TikTok porque é aí que estão os olhares. Mesmo que pensem que o público que tem é muito jovem para alguma destas plataformas, estas gerações estão migrando mais tarde. Pessoas mais velhas no Instagram, buscam no TikTok novos conteúdos, e interações com pessoas e influenciadores.  

Ao final, o empreendedor disse que o que mais lhe empolga é a atribuição e a mensuração, porque é o que vai impulsionar o mercado. “Atribuição é importante, mensuração é fundamental. Dados de venda, dados de clientes on-line e off-line e migrá-los com nossos dados sociais, vão ajudar não só a criar melhores campanhas, mas a criar um melhor ROI. Você poderá criar medidas melhores para as campanhas que está executando para suas marcas, globalmente.”

Autora: Mariana Gomes Puchalski, estagiária de jornalismo

Tags: marketing, influência, tendência, engajamento, métricas


Blog - 11.03.2021
Twitter estabelece novas regras para combater desinformação sobre vacinas
                                       
 
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Como forma de evitar a disseminação de informações incorretas ou falsas sobre as vacinas contra a Covid-19, o Twitter introduziu novas regras em sua política. A empresa irá rotular os tweets que trouxerem informações como essas e banir contas que violarem repetidamente as novas regras. Os rótulos são semelhantes aos usados ​​pelo Twitter na época da eleição americana. Eles dirão algo como this tweet is misleading, que poderia ser traduzido como "este tweet é enganoso". Então, outros usuários serão impedidos de retuitar as mensagens marcadas.

“Os rótulos serão aplicados primeiro pelos membros da nossa equipe quando eles determinarem que o conteúdo viola nossa política. Essas avaliações serão usadas para informar ainda mais nossas ferramentas automatizadas”, diz o Twitter. As etiquetas aparecerão no idioma de exibição definido e podem conter links para conteúdo selecionado e informações oficiais de saúde pública ou as regras do Twitter. Segundo a plataforma, o objetivo é fornecer às pessoas contexto adicional e informações confiáveis ​​sobre o coronavírus.

Em nota, a plataforma explicou que, desde dezembro de 2020, tem removido as publicações com informações enganosas da Covid-19. Já foram removidos mais de 8.400 tweets e 11,5 milhões de contas em todo o mundo foram questionadas.

Outra atualização foi anunciada pelo Twitter na sua política contra a desinformação sobre a Covid-19. A partir de agora, as penalidades sobre as contas aumentam conforme a quantidade de vezes que um usuário desrespeita as regras sobre desinformação, resultando na marcação ou remoção de um tuíte. São elas: os usuários que cometerem uma violação, não será realizada nenhuma ação na conta (apenas a marcação do tuíte); Duas advertências, bloqueio de conta por 12 horas; três avisos, outro bloqueio de 12 horas; quatro avisos, bloqueio de conta por 7 dias, cinco ou mais avisos, suspensão permanente.

Além do Twitter, o Facebook anunciou recentemente que estava banindo desinformação sobre as vacinas contra a Covid-19 e outras doenças. O TikTok e o YouTube também introduziram políticas para conter a disseminação de mentiras sobre as vacinas.

Tags: covid-19, vacina, twitter, regras, coronavírus


Blog - 22.09.2020
Juntos e shallow now
                                       
 
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A mesma ferramenta que nos conecta com o mundo e que impulsionou um aumento de produtividade em quase todos os setores mina a nossa capacidade de pensar profundamente, de manter a concentração, de reter fatos e dados na memória. A internet está deixando a humanidade mais superficial. Estes são os resultados de dezenas de pesquisas científicas de desempenho cognitivo, apresentados pelo escritor estadunidense Nicholas Carr no livro The Shallows: what the internet is doing to our brains (Os superficiais: o que a internet está fazendo com nossos cérebros).

Isso acontece porque o cérebro se adapta ao ambiente, assim como o corpo faz isso. O meio molda a forma de pensar e, literalmente, altera a plasticidade cerebral. As tecnologias então se tornam extensões de nós mesmos e nós nos tornamos extensões delas. Cada ferramenta impõe limitações junto com as suas possibilidades. Quanto mais usamos a internet, com sua miríade de fontes de informação, chamarizes e distrações, mais nos moldamos à sua forma e função. Se você já assistiu ao documentário O dilema das redes (Netflix), já compreendeu, por exemplo, como as redes sociais foram moldadas para manter sua atenção cativa e seu desejo constante por validação e novidades, como uma dependência.

No livro de Carr, o mecanismo de atração/distração do mundo virtual é explicado. A cada instante do dia, nosso cérebro é bombardeado por estímulos que podem merecer nossa atenção: objetos, sons, aromas, pessoas que conhecemos ou não, ameaças, ideias, memórias, emoções, sensações. A mente sempre precisa escolher um alvo, e para isso utiliza um sistema neural chamado de rede saliência. Essa rede dá prioridade a quatro tipos de estímulos: aqueles que são novos ou inesperados, aqueles que dão prazer ou recompensas, aqueles que são pessoalmente relevantes e aqueles que são emocionalmente engajadores.

São exatamente esses os estímulos fornecidos pelos smartphones, todo o tempo e em abundância, acionando gatilhos de dopamina. O celular moderno, portanto, se destaca como o meio de comunicação que mais nos chama a atenção na história, reunindo todas as possibilidades da TV, do rádio, dos jornais e revistas. É a coisa mais interessante do mundo, absorvendo a atenção das pessoas por cerca de 5h diárias. Computando todas as outras telas (PC, TV, tablet), o tempo de atenção humana está chegando a 10h/dia. Em contrapartida, o tempo médio de leitura de palavra impressa baixou a 16 minutos. Tire os idosos do cálculo e ficam seis minutos por dia.

É muito difícil se livrar desse desejo de checar novidades, notificações. E é muito fácil perder muito tempo na web. À medida que nossos trabalhos e nossa vida social estão centralizadas no uso de meios eletrônicos, quanto mais rápido conseguimos navegar por suas plataformas e mais agilmente somos aptos a mudar nossa atenção entre tarefas online, mais valiosos nos tornamos como empregados e até como colegas e amigos. Nossos trabalhos dependem da conectividade e nossos ciclos de prazer estão intrinsecamente ligados a ela. Não há retrocesso quanto a isso.

A questão é saber do que estamos abrindo mão em troca de todas as imensas possibilidades. Hiperlinks, vídeos, jogos, notificações, conversas, posts, toda a variedade de mecanismos para chamar a atenção viciam a mente em distrações, solapando a capacidade de concentração e reflexão, que decrescem cada vez mais. Outra área que sofre é a memória. A segurança de ter acesso a tudo online relaxa a mente na tarefa de reter informações. Além disso, a sobrecarga de estímulos apresentada na internet dificulta a formação de memórias de longo prazo. Uma série de testes cognitivos realizados em universidades americanas e europeias mostra que a mera presença do celular em cima de mesa durante a execução da tarefa, mesmo silencioso e com a tela para baixo, piora o desempenho humano em comparação a quem deixou o aparelho em outra sala.

“Um dos maiores perigos ao automatizar o trabalho da mente, à medida que cedemos o controle de nossos pensamentos e memórias a um poderoso artefato eletrônico, é a lenta erosão de nosso humanismo e humanidade. Quanto mais distraídos ficamos, quanto mais se divide nossa atenção, menos somos empáticos e compassivos”, diz um dos pesquisadores citados na obra. Outra reflexão é que, ao delegarmos nossa memória a uma máquina, também delegamos a ela grande parte de nosso intelecto e de nossa identidade. A conexão passa a representar o eu.

Bom, alguns analistas pensam que estamos progredindo e que vamos nos adaptar a todas essas mudanças. Perdemos e ganhamos algo no processo. Podemos perder a capacidade de nos concentrar numa tarefa complexa do início ao fim, mas estamos aptos a conduzir várias conversas simultaneamente em distintas plataformas. A profundidade cede espaço à velocidade do pensamento. Vários negócios ganharam uma escalabilidade nunca vista. Enfim, talvez a inteligência deva ser definida por novos termos. Fica, entretanto, o alerta feito pelo ex-vice-presidente do Facebook, Chamath Palihapitiya: “Os comportamentos das pessoas estão sendo programados sem que elas percebam. Agora você tem que decidir o quanto vai renunciar”. 

Por Diego Castro, jornalista

Tags: internet, produtividade, redes sociais, memória, concentração, superficial, conexão, celular, pesquisa


Blog - 03.08.2020
Dicas de livros para ler na quarentena
                                       
 
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Ler um livro pode ser uma boa companhia para encarar a quarentena. Confira 10 sugestões de leitura que a Temática separou para você.

A Arte da Guerra Sun Tzu

É considerado um dos livros mais antigos, escrito em torno de 500 a.C. pelo general chinês Sun Tzu. Ele traz pensamentos acerca de estratégias de guerra, que podem ser exploradas para além dela, como conflitos pessoais internos, ou do mundo dos negócios.

Free Chris Anderson

Nesse livro, o autor escreve sobre uma ideia de economia baseada na gratuidade trazida pela era digital. Ele tenta provar que, em muitos casos, as empresas podem conquistar mais receitas se oferecerem os produtos aos seus clientes em vez de cobrar. Com algumas passagens de história econômica e ideias de outros pensadores, percorre entre o passado e o presente instigando nossa reflexão sobre economia e sociedade.

Marketing 4.0: do tradicional ao digital Philip Kotler, Hermawan Kartajaya e Iwan Setiawan

Depois de explicar todas as transições do marketing por meio dos seus livros, marketing orientado ao produto (1.0), marketing focado no consumidor (2.0), marketing centrado no ser humano (3.0), Philip Kotler se juntou a outros dois autores para falar sobre como a internet mudou a forma como vivemos e também dar dicas para entender os caminhos do consumidor na era digital, adotando novas métricas e práticas de marketing.

Pai Rico, Pai Pobre Robert Kiyaosaki e Sharon L. Lechter

No best-seller, os autores abordam principalmente questões de cunho financeiro e dão dicas para os leitores de como cuidar melhor de suas economias, investir de forma segura e como se tornar alguém financeiramente realizado e estabilizado. O principal objetivo da obra é fazer com que os leitores despertem sua inteligência financeira e de seus filhos.

Como fazer amigos e influenciar pessoas Dale Carnegie

Diversos princípios são apontados para lidar com as pessoas da melhor maneira nas esferas profissionais e pessoais, de modo a evitar conflitos e conseguir o que precisa delas.

A Tríade do Tempo Christian Barbosa

São apresentados todos os aspectos relacionados à produtividade, expondo uma fórmula que permite ser mais produtivo e não perder nenhuma tarefa importante, para manter a vida profissional e pessoal em ordem.

Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes Stephen R. Covey

É abordada a mudança de comportamento, estimulando transformações de dentro para fora, alterando a forma como interpretamos o mundo e o que fazer para que possamos atingir os objetivos e melhorar nossa educação financeira. A obra abrange princípios fundamentais da eficiência, baseados em nosso caráter.

O Poder do Hábito Charles Duhigg

Confira vários exemplos científicos de como os hábitos influem em nosso comportamento, como identificá-los, e substituir hábitos ruins por hábitos positivos em nossa vida. A obra se destaca pelas histórias que fundamentam os conceitos e é uma leitura leve e agradável.

A Startup Enxuta Eric Ries

De uma maneira inovadora é mostrado como os empreendedores fazem para criar empresas bem-sucedidas, trazendo princípios para quem deseja criar produtos novos e sem desperdícios. Na obra, o autor descreve um plano para que cada um possa executar os conceitos fundamentais da startup enxuta em qualquer tipo de projeto.

Design Thinking Uma metodologia poderosa para decretar o fim das velhas ideias

O autor relata experiências e empresas que utilizaram a metodologia do Design Thinking para conseguir sanar suas necessidades. É uma boa leitura para líderes que querem encontrar alternativas tanto funcionais quanto financeiras para seus negócios.

Por Mariana Gomes Puchalski, estagiária de jornalismo

Tags: livros, leitura, dicas, quarentena, empreendedorismo, produtividade


Blog - 23.07.2020
Fake news em alta, jornais em crise
                                       
 
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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informa que 716 mil empresas fecharam as portas desde o início da pandemia no Brasil. A cifra representa mais da metade dos negócios que estavam com atividades suspensas em função do novo coronavírus. Praticamente todas são de pequeno porte. No caso do jornalismo, a pandemia acelerou os efeitos de uma crise que já dura vários anos. No interior do RS, vários jornais estão desativando parques gráficos, cancelando versões impressas, deixando de existir. Na capital, as ondas de demissões em grandes veículos são periódicas e lançam dezenas de profissionais ao mercado de trabalho. Mais de quatro mil jornalistas tiveram impactos salariais desde março no país, segundo levantamento da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

Em outras partes do mundo, a situação não é diferente. O site Poynter publicou recentemente uma grande lista de portais de informação e outros veículos afetados de alguma forma pelo coronavírus. Na Inglaterra, algumas revistas especializadas em música, como a Q e a Kerrang! (muito dependentes das vendas avulsas), anunciaram seu final. Na Austrália, mais de 150 redações fecharam suas portas. Os problemas de financiamento também refletem uma crise de credibilidade e mudanças na forma de consumo. Assim como a música (supostamente) ficou grátis, muitos consideram que, com o advento da internet, a notícia também ficou grátis.

Vejamos como o brasileiro se alimenta de informações: uma pesquisa feita pela Câmara dos Deputados e pelo Senado apontou o WhatsApp como principal fonte de informação de grande parte da população. Das 2.400 pessoas entrevistadas por telefone, 79% disseram receber notícias pela rede social. Canais de TV foram citados por 50% dos entrevistados como fonte de informações. Além da tevê, aparecem YouTube (49%), Facebook (44%), sites de notícias (38%), Instagram (30%) e emissoras de rádio (22%). No final, jornal impresso e Twitter foram citados somente por 8% e 7%, respectivamente.

O Brasil é segundo país do mundo em termos de tempo gasto diariamente nas redes sociais por seus cidadãos, chegando a uma média de três horas e meia. 62% dos brasileiros estão conectados às redes sociais, um índice maior do que o de pessoas acesso a saneamento básico. Quatro entre os cinco aplicativos mais baixados são redes sociais. Uma das consequências disso é a proliferação de notícias falsas. Nas últimas eleições, um levantamento da UFMG e da Agência Lupa mostrou que, das 50 imagens mais compartilhadas pelos usuários do WhatsApp, apenas quatro eram verdadeiras.

Diferentemente das notícias mal apuradas ou barrigadas, as fake news representam atos criminosos com objetivos definidos. São conteúdos criados com propósito de prejudicar a imagem e/ou causar um efeito de amor ou ódio contra uma pessoa ou uma causa, feitos por publicitários ou ex-jornalistas e publicados por meio de perfis falsos. Entre 2017 e 2018, o conteúdo jornalístico perdeu 17% de engajamento nas redes sociais. A propagação das fake news cresceu 61%. O que explica isso? Elas são compartilhadas facilmente por amigos ou parentes, são feitas para gerar cliques, operando por meio dos algoritmos que mapearam suas preferências e seu modo de pensar. Normalmente, o conteúdo entrega ao leitor ‘fatos’ para "comprovar" suas opiniões.

O Congresso Nacional tenta frear esse ímpeto com o Projeto de Lei 2.630/20, a lei das fake news (aprovado no Senado no final de junho e que está em discussão na Câmara). A proposta obriga os aplicativos a armazenarem por três meses as mensagens enviadas em massa, com identificação de quem enviou, com data, horário e total de destinatários. O disparo em massa fica caracterizado quando um mesmo texto é enviado por mais de cinco pessoas, em até 15 dias, para grupo ou listas. O PL também obriga as plataformas a estipularem um limite máximo de encaminhamento de um mesmo texto a usuários únicos ou a grupos. Há também a previsão de limitar o número de integrantes de um mesmo grupo. O aplicativo deverá criar mecanismo de consentimento prévio para quem for incluído num grupo.

Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) considerou o PL arbitrário, amplo demais e uma ameaça ao livre acesso à internet. Sua redação deve passar ainda por algumas mudanças no Legislativo. Conforme seus termos, pode ser que haja um certo freio na disseminação de notícias falsas, o que já será um avanço. Mas é realmente difícil considerar a possibilidade de acabar com o problema, tendo em vista os intrincados mecanismos utilizados para a geração de notícias falsas, revelados em detalhes por uma premiada reportagem do Correio Braziliense.

De qualquer forma, há muitas maneiras de conferir se uma notícia é verdadeira ou não, além do uso do bom senso. Há pelo menos meia dúzia de organismos dedicados a apurar a veracidade de informações divulgadas na internet ou nas redes sociais. Vale a pena consultá-los periodicamente: Agência Lupa, Truco - Agência Pública, Projeto Comprova, Fato ou Fake, Aos Fatos, Boatos e E-Farsas.

Por Diego Castro, jornalista

Tags: fake news, crise, pandemia, coronavírus, jornalismo, notícia, fechamento


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Direto da redação
17.03.2020
Expediente por home office
23.10.2019
Revistas promovem educação ambiental
29.08.2019
14º Encontro Aberje coloca a comunicação digital em pauta
27.08.2019
Temática participa da 42ª Expointer
 
 
 

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