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Blog - 23.07.2020
Fake news em alta, jornais em crise
                                       
 
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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informa que 716 mil empresas fecharam as portas desde o início da pandemia no Brasil. A cifra representa mais da metade dos negócios que estavam com atividades suspensas em função do novo coronavírus. Praticamente todas são de pequeno porte. No caso do jornalismo, a pandemia acelerou os efeitos de uma crise que já dura vários anos. No interior do RS, vários jornais estão desativando parques gráficos, cancelando versões impressas, deixando de existir. Na capital, as ondas de demissões em grandes veículos são periódicas e lançam dezenas de profissionais ao mercado de trabalho. Mais de quatro mil jornalistas tiveram impactos salariais desde março no país, segundo levantamento da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

Em outras partes do mundo, a situação não é diferente. O site Poynter publicou recentemente uma grande lista de portais de informação e outros veículos afetados de alguma forma pelo coronavírus. Na Inglaterra, algumas revistas especializadas em música, como a Q e a Kerrang! (muito dependentes das vendas avulsas), anunciaram seu final. Na Austrália, mais de 150 redações fecharam suas portas. Os problemas de financiamento também refletem uma crise de credibilidade e mudanças na forma de consumo. Assim como a música (supostamente) ficou grátis, muitos consideram que, com o advento da internet, a notícia também ficou grátis.

Vejamos como o brasileiro se alimenta de informações: uma pesquisa feita pela Câmara dos Deputados e pelo Senado apontou o WhatsApp como principal fonte de informação de grande parte da população. Das 2.400 pessoas entrevistadas por telefone, 79% disseram receber notícias pela rede social. Canais de TV foram citados por 50% dos entrevistados como fonte de informações. Além da tevê, aparecem YouTube (49%), Facebook (44%), sites de notícias (38%), Instagram (30%) e emissoras de rádio (22%). No final, jornal impresso e Twitter foram citados somente por 8% e 7%, respectivamente.

O Brasil é segundo país do mundo em termos de tempo gasto diariamente nas redes sociais por seus cidadãos, chegando a uma média de três horas e meia. 62% dos brasileiros estão conectados às redes sociais, um índice maior do que o de pessoas acesso a saneamento básico. Quatro entre os cinco aplicativos mais baixados são redes sociais. Uma das consequências disso é a proliferação de notícias falsas. Nas últimas eleições, um levantamento da UFMG e da Agência Lupa mostrou que, das 50 imagens mais compartilhadas pelos usuários do WhatsApp, apenas quatro eram verdadeiras.

Diferentemente das notícias mal apuradas ou barrigadas, as fake news representam atos criminosos com objetivos definidos. São conteúdos criados com propósito de prejudicar a imagem e/ou causar um efeito de amor ou ódio contra uma pessoa ou uma causa, feitos por publicitários ou ex-jornalistas e publicados por meio de perfis falsos. Entre 2017 e 2018, o conteúdo jornalístico perdeu 17% de engajamento nas redes sociais. A propagação das fake news cresceu 61%. O que explica isso? Elas são compartilhadas facilmente por amigos ou parentes, são feitas para gerar cliques, operando por meio dos algoritmos que mapearam suas preferências e seu modo de pensar. Normalmente, o conteúdo entrega ao leitor ‘fatos’ para "comprovar" suas opiniões.

O Congresso Nacional tenta frear esse ímpeto com o Projeto de Lei 2.630/20, a lei das fake news (aprovado no Senado no final de junho e que está em discussão na Câmara). A proposta obriga os aplicativos a armazenarem por três meses as mensagens enviadas em massa, com identificação de quem enviou, com data, horário e total de destinatários. O disparo em massa fica caracterizado quando um mesmo texto é enviado por mais de cinco pessoas, em até 15 dias, para grupo ou listas. O PL também obriga as plataformas a estipularem um limite máximo de encaminhamento de um mesmo texto a usuários únicos ou a grupos. Há também a previsão de limitar o número de integrantes de um mesmo grupo. O aplicativo deverá criar mecanismo de consentimento prévio para quem for incluído num grupo.

Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) considerou o PL arbitrário, amplo demais e uma ameaça ao livre acesso à internet. Sua redação deve passar ainda por algumas mudanças no Legislativo. Conforme seus termos, pode ser que haja um certo freio na disseminação de notícias falsas, o que já será um avanço. Mas é realmente difícil considerar a possibilidade de acabar com o problema, tendo em vista os intrincados mecanismos utilizados para a geração de notícias falsas, revelados em detalhes por uma premiada reportagem do Correio Braziliense.

De qualquer forma, há muitas maneiras de conferir se uma notícia é verdadeira ou não, além do uso do bom senso. Há pelo menos meia dúzia de organismos dedicados a apurar a veracidade de informações divulgadas na internet ou nas redes sociais. Vale a pena consultá-los periodicamente: Agência Lupa, Truco - Agência Pública, Projeto Comprova, Fato ou Fake, Aos Fatos, Boatos e E-Farsas.

Por Diego Castro, jornalista

Tags: fake news, crise, pandemia, coronavírus, jornalismo, notícia, fechamento


Blog - 08.05.2020
Frases feitas e expressões para se evitar nos seus conteúdos
                                       
 
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O trabalho diário com as palavras exige um cuidado que compete com a pressão do tempo, com a disposição de quem escreve ou fala e com a sua bagagem de vida e leitura. Às vezes, até mesmo sem perceber, o jornalista ou comunicador faz uso de expressões que são espécies de 'muletas' textuais ou de fala, para ajudar a colocar as ideias no lugar. O problema é que várias são desnecessárias ou inapropriadas. O leitor/espectador/ouvinte nem sempre percebe, mas vale aqui o alerta sobre algumas situações que tem ocorrido com certa frequência, para que o profissional pelo menos pense duas vezes antes de utilizá-las.

“Quem disse que”: normalmente, essa expressão vem seguida de uma pergunta ou frase preconceituosa, simplista ou inventada, sem autor definido, pois se tivesse um ele deveria ser citado. Exemplos: “Quem disse que lugar de mulher é na cozinha” ou “Quem disse que você não pode mudar o mundo?”. É uma estratégia para introdução de assunto, mas, enfim, é possível buscar outros caminhos.

“Para se ter uma ideia”: expressão absolutamente inútil e pode ser sumariamente cortada em todas as situações em que é ou foi empregada. Basta tentar. Se você a escreveu ou a ouviu, apenas ligue o ponto anterior com o posterior do texto ou da fala e veja se a informação permanece fazendo sentido. Permanece, não é? Pois então...

“Quebrou o protocolo”: talvez alguns comunicadores nunca tenham visto um protocolo. Trata-se uma programação básica de ações a serem desempenhadas por uma autoridade, estabelecendo um cronograma. Uma visita do presidente a Porto Alegre, vai ter às 13h a reunião com o governador no Palácio, às 15h a inauguração da ala hospitalar no saguão institucional, às 16h uma entrevista coletiva na sala de imprensa, às 17h o vôo de partida para Brasília. Nem tudo o que o presidente faz nessa jornada de tempo é uma quebra de protocolo (os trajetos que percorre, o que come ou deixa de comer, ou interações como posar para fotos e distribuir autógrafos), porque o protocolo não vai em minúcias, não diz tudo o que se fazer tintim por tintim. É um guia.

“Nada melhor que”: artifício jornalístico para apresentar uma ação que parece complementar, compensar ou oferecer alívio ao que veio antes. O preocupante é que ela tenta apresentar um consenso, encerrando uma ideia. Veja essa notícia do Globo: “Sábado é Dia do Rock e nada melhor que unir corrida e música para comemorar”. Coloque-se no lugar do leitor, ouvinte ou espectador, e pergunte-se se realmente não há mesmo nada melhor que aquilo que você disse.

“Entre mortos e feridos salvaram-se todos”: perdi a conta de quantas vezes ouvi e li isso no jornalismo esportivo, especificamente. Não que deva ser necessário explicar, mas não há mortos e feridos se todos se salvaram.

"Se depender de": o problema no uso dessa expressão é a relação de causa e efeito em geral inexistente. Uma reportagem na TV mostrou, por exemplo, como crianças divertiam-se com aulas de dança por vídeo durante a pandemia do coronavírus. O repórter encerra a matéria com a frase "Se depender dessas crianças, a pandemia vai passar logo logo". Em primeiro lugar, não depende dessas crianças. Em segundo lugar, dançar não resolveria a questão.

O eterno dilema dos estrangeirismos: nem tanto ao céu, nem tanto ao inferno. Não é preciso proteger a língua da pátria como seu salvador, nem abraçar qualquer palavra de outro idioma sem questionamento. A dica é apenas conferir se realmente a língua portuguesa não oferece uma alternativa que expresse exatamente o que se quer dizer. Mindset, por exemplo, tem ótima tradução, é mentalidade, modo de pensar. Budget é orçamento, approach é abordagem. Insight tem significados mais amplos, mas, dependendo do caso, talvez também haja a palavra em português que se encaixe, como lampejo, estalo, revelação, compreensão súbita.

Diego Castro, jornalista

Tags: jargão, chavão, frase feita, estrangeirismo, comunicação, escrita, jornalismo


Blog - 09.06.2016
Quanto vale a informação da sua empresa?
                                       
 
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©iStock.com/Temmuz can arsiray O modelo de negócio do jornalismo passa por uma crise, especialmente na área de impressos. A queda nas vendas decorre da migração dos leitores e da publicidade para plataformas digitais. No Brasil e no mundo, a circulação de jornais e revistas vem caindo e muitos agora só operam online ou fecharam suas portas. É o momento em que as empresas que produzem conteúdo estão se preocupando em medir o valor de suas entregas. Não há dúvidas de que o jornalismo ainda é necessário e continuará sendo necessário para separar fatos de boatos, mas é preciso saber o quanto os leitores querem pagar por informação de qualidade.

Muitos pensadores têm refletido sobre o assunto. O jornalismo agora concorre com o tempo e com o dinheiro que as pessoas dedicam a tudo o que é importante para elas. Cabe aos profissionais da área encontrar maneiras de entrar na lista das coisas mais importantes. “Esse valor não está atrelado a papel, tela, ondas de rádio. Ele está na disposição das pessoas em usá-lo, recomendá-lo, pagar por ele, compartilhar com os amigos”, argumenta o jornalista Leandro Beguoci.

Na visão do diretor de comunicação do Instituto Internacional de Ciências Sociais, Pedro Sigaud-Sellos, ganhará a batalha pelas audiências o veículo não apenas com o melhor conteúdo (notícias, análises, opinião) mas aquele que melhor conseguir entender nosso Zeitgeist, ou seja, o espírito da época. Isso inclui, além de conteúdos originais e de alta qualidade, compreender o funcionamento das redes (tanto em termos sociológicos como tecnológicos), os comportamentos de consumo e aspirações dos públicos mais jovens.

Não basta contar histórias, é preciso se preocupar, constantemente, em mostrar o impacto que elas têm. Os públicos, cada vez mais complexos e atuantes, querem fazer parte dos processos de comunicação (interna ou externa), saber de todas as informações, investimentos, parcerias e demais temas sobre a empresa ou o setor. Nesse sentido, ganham importância os processos de comunicação integrada, de modo a mapear a cultura organizacional, os públicos e suas especificidades de contexto na recepção de mensagens. Uma agência especializada na área entregará ao empresário uma comunicação inteligente e criativa, encontrando formas de que os temas explorados tragam criatividade e entretenimento, coerência com a imagem da marca e oportunidades de interação. 

Diego Castro, jornalista da Temática

Tags: impressos, comunicação, jornalismo


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