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Blog - 27.03.2018
Fuja da polarização
                                       
 
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A crise política e econômica parece ter cindido o Brasil em dois polos que se acusam mutuamente por todas as mazelas. Na imprensa e nas redes sociais, quase tudo vira um debate de dois espectros: direita e esquerda. Se, por um lado, a crescente politização pode ser boa como efeito de conscientização da realidade, por outro torna-se um debate surdo, em que nenhuma parte normalmente se propõe, de fato, a considerar os pontos da outra.

Momento semelhante vivenciaram os Estados Unidos nas eleições presidenciais entre Trump e Hillary. Aproveitando o ensejo, uma série cômica chamada Horace and Pete, veiculada somente no YouTube, mostrou uma cena que é um perfeito retrato dessa divisão. São três personagens no balcão de um bar, discutindo política. Um representando os conservadores (naquele país, a direita), o outro, os liberais (a esquerda). O do meio age como um “mediador”. Faço abaixo uma tradução livre de um trecho:

– É interessante como vocês se definem. Como você define um liberal? – pergunta ao conservador aquele com o papel de mediador.

– É só o politicamente correto, com uma falsa defesa dos direitos dos animais, ficam empurrando a agenda gay, parece que odeiam os cristãos e o homem branco. Eles se acham melhores do que as outras pessoas, e consideram que podem dizer a elas o que pensar. São idiotas!

– E como você definiria um conservador? – pergunta então o mediador ao liberal.

– É Jesus para todo lado, odeiam os gays, são racistas mas fingem não ser, agem de forma egoísta e tudo com o que se importam é o dinheiro.

– Mas se vocês se enxergam assim, como esperam poder concordar em algo? Esperem um pouco. Conservador, defina-se a você mesmo – solicita o mediador.

– É alguém que tem valores e se atém a eles. É preciso entender que o país, a vida e Deus são coisas sagradas. As pessoas deveriam respeitar umas às outras. O governo precisa estar lá para facilitar as relações e não para controlar as pessoas. A maneira com a qual você tira o melhor delas é dando vazão a seus pontos fortes e não as compensando em exagero por suas fraquezas.

– Parece razoável, – diz o mediador. Agora você, defina-se como liberal.

– É estar aberto a questões fora de seu âmbito, pensar nos outros e ter ciência de que somos responsáveis pelo planeta. As pessoas precisam se tolerantes umas com as outras, entendendo que uma comunidade com diversidade é uma comunidade forte. Às vezes, o pequeno precisa de uma mãozinha, e somos uma nação forte o suficiente para ajudá-lo.

– Bom, se vocês começarem o debate tomando por base a definição que o outro tem de si mesmo, não acham que há uma chance maior de chegarem a um consenso? – questiona o mediador.

Nesse momento, outro cliente do bar intervém na conversa:

– Quem disse que eles querem isso? Estão praticando um esporte!

Cabe a cada um de nós saber até que ponto vale praticar esse esporte, e quando ele começa a provocar lesões ou aborrecimentos demais. Talvez esteja faltando habilidades de negociação nesse cenário. No best-seller Como Chegar ao Sim (de William Ury, Rober Fischer e Bruce Patton), podemos encontrar valiosas lições acerca do tema. Deixo aqui, sem me alongar na conversa, quatro dicas fundamentais da obra: sempre separe as pessoas do problema a ser resolvido; concentre-se nos interesses da outra parte, e não nas suas posições; tente encontrar opções de ganhos mútuos e, por fim, insista em critérios objetivos para chegar a acordos sensatos e justos. William Ury e seus colegas aconselham o bom negociador a não responder a ataques pessoais. “Não aceite nem rejeite a posição do outro. Trate-a como uma opção possível, procure os interesses por trás, os princípios que ela reflete e tente aprimorá-la”, argumentam.

Diego Castro, jornalista

Tags: polarização, negociação, consenso, comunicação


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