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Blog - 04.10.2017
Hora de mudar e se reinventar
                                       
 
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Nos últimos meses, uma enxurrada de notícias tem anunciado a busca de ©iStock.com/maxsattanaalternativas para a retomada da economia. O grande número de denúncias que envolvem o alto escalão da política gera insegurança no mercado a tal ponto que muitas empresas ficam sem saber que rumo tomar. Quem está paralisado, aguardando que uma solução mágica resolva questões existenciais do país, perde a chance de se reinventar. Pode parecer clichê, mas muitos negócios estão retirando o “s” da palavra crise e literalmente criando novas oportunidades. Para especialistas, o foco deve estar em eficiência financeira e tecnologia.

Independentemente do ramo de atuação, apostar em soluções digitais se mostra uma questão de sobrevivência no mercado. Com baixo custo operacional, facilidade de acesso, métricas para verificar resultados em campanhas, preço final mais atrativo e amplo poder de alcance, além de outras vantagens, o e-commerce, por exemplo, tem representado uma alternativa rentável para empreendimentos de diferentes áreas. O 35º relatório WebShoppers indica que 48 milhões de consumidores compraram pelo menos uma vez no comércio eletrônico em 2016 – 22% a mais do que em relação ao ano anterior. Este público nada mais é do que 1/4 da população brasileira.  

Diante dessa realidade, um termo que está cada vez mais em voga é a disruptura, ou seja, a necessidade de romper com determinado modelo, ação ou modo de pensar. E isso predispõe mudanças! Adaptar-se à chamada era da inovação radical significa conviver com robôs inteligentes e drones, entender de big data (grande volume de dados armazenados) e cloud computing (computação em nuvem), usar vários aplicativos, ter ampla conectividade e engajamento nas redes sociais, usufruindo da comunicação multiplataformas. Por isso, muitos empreendimentos estão buscando remodelar suas atividades, para terem mais relevância na vida dos consumidores.

Um estudo realizado pela KPMG, porém, mostra que os brasileiros não estão preparados para novidades. Em uma escala de zero a um, a nota do país foi 0,49 no Índice de Prontidão a Mudanças em 2017– ficando em 79º lugar na lista mundial. Na edição de 2015, o Brasil tirou 0,52 (59ª posição, entre 136 países). O mau desempenho, segundo a pesquisa, está relacionado à redução em gastos de inovação e à piora das finanças públicas.

É preciso estar à frente, acompanhando as transformações do mercado, promovendo melhorias e se antecipando às necessidades dos clientes. As empresas que fizeram o tema de casa ao longo dos anos, pouco sentem ou se mostram abatidas com as adversidades nacionais. À medida que chegam os primeiros sinais de recuperação no país, deve-se ir além: repense qual a relevância do seu negócio, ofereça diferenciais e experiência. Mas antes de apostar em novas estratégias, descubra o estágio da sua transformação digital. Reorganize a gestão para que se possa investir em constante inovação, sem esquecer do maior ativo das organizações: as pessoas.

Cláudia Boff, Jornalista (Temática)

Tags: inovação, digital, e-commerce, disruptura, reinventar


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