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Blog - 17.08.2016
O currículo de fracassos que se tornou um sucesso
                                       
 
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"Estou certo de que nossa indisposição para ouvir a respeito de qualquer outra coisa que não seja o sucesso nos torna especialmente vulneráveis ao fracasso que tememos". Esta é a conclusão de um recente artigo escrito pelo respeitado economista Paul Krugman, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), intitulado Sem tempo para perdedores.

Nossa cultura é avessa ao erro e ao fracasso e isso se reflete em nossos currículos e entrevistas para emprego. Ressaltamos as experiências e cursos mais importantes. Citamos nossos principais sucessos para mostrar o quanto somos bons.

Todavia, um currículo somente de louros mostra apenas uma pequena porção da experiência de alguém – e talvez deixe de fora a parte mais importante. É o que defende Johannes Haushofer, professor assistente de psicologia na Universidade Princeton. Em abril, ele publicou um currículo com todos os fracassos profissionais de sua carreira. Incluiu nele os cursos nos quais não foi aceito na universidade, os empregos acadêmicos que não conseguiu, os estudos acadêmicos que escreveu e foram rejeitados para publicação, as bolsas de pesquisa que foram concedidas a colegas, mas não a ele.

“A maior parte das coisas que tento fazer dão errado, mas esses fracassos costumam ser invisíveis, enquanto os sucessos são visíveis. Percebi que isso, às vezes, passa a impressão de que a maioria das coisas dão certo para mim. Assim, muitas pessoas costumam atribuir os próprios fracassos apenas a si próprios e não ao fato de que o mundo é imprevisível, candidaturas dependem de sorte e avaliadores e comitês de seleção têm dias ruins”, escreveu no documento.

O currículo de fracassos de Haushofer foi inspirado em um artigo da neurobióloga Melanie Stefan, da Universidade de Edimburgo, na Escócia, publicado na revista Nature em 2010. No texto, ela recomenda: "Faça seu próprio currículo de fracassos. Você verá que ele será seis vezes maior do que um currículo normal. Mas você vai se lembrar de verdades perdidas, a essência do que significa ser um cientista e pode ser que você inspire um colega para que ele esqueça a rejeição e comece de novo”.

Em entrevista ao jornal The Washington Post, Haushofer contou que seguiu o conselho de Stefan e registrou por escrito, em 2011, todas as vezes em que fracassou em sua carreira. O objetivo era enviar o documento para um colega que estava passando por um momento ruim.

Ironias à parte, o "currículo do fracasso" resultante se tornou um sucesso e repercutiu pelo mundo. Em uma última categoria, denominada "metafracasso", Haushofer incluiu: "Este maldito CV de fracassos recebeu muito mais atenção do que todo o meu trabalho acadêmico."

Após a repercussão, o professor deixou claro que não existem evidências científicas, ao que ele saiba, que sugerem que isso faça bem a qualquer pessoa: “É possível que mais abertura desse tipo tenha consequências positivas para o bem-estar psicológico. É uma questão empírica que acho que merece ser estudada por alguém. ”

Laura Schenkel, jornalista (Temática)

Tags: currículo de fracassos, recursos humanos, currículo


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