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Reportagens - 24.01.2017
O futuro das cidades
                                       
 
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É de senso comum que a maneira desregrada como o ser humano vive atualmente está com os dias contados. Se a sociedade não mudar as suas relações com o espaço em que vive e com os insumos de sobrevivência, o meio ambiente não aguentará. Uma das maiores questões a serem discutidas são os espaços urbanos: segundo o relatório Perspectivas da Urbanização Mundial, divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 54% da população global está concentrada em áreas urbanas, e este índice deve atingir 66% até 2050. 
A ONU também revela que, em 1990, apenas dez megalópoles ao redor do mundo tinham mais de 10 milhões de habitantes, que concentravam 153 milhões de pessoas, cerca de 7% da população mundial. Este número saltou para 28, nas quais residem 453 milhões de pessoas – cerca de 12% da população mundial. 
Dentro deste cenário, o Brasil encontra os seus próprios problemas a serem vencidos.

O inchaço na população urbana acaba reforçando a desigualdade social – um problema quase crônico nas terras tupiniquins – e a falta de uma infraestrutura adequada fomenta transtornos para a população urbana. Foi a partir da década de 1950 que se intensificou o processo de urbanização do Brasil, repetindo o que aconteceu em outros países colonizados subdesenvolvidos (veja quadro na página ao lado). As cidades encheram-se, e, sem o devido planejamento, surgiram imensos desafios para a população, como a criação de favelas, a violência urbana, a poluição, as enchentes e o desmatamento, entre outros.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), atualmente, cerca de 54% da população global mora em áreas urbanas, e este índice deve alcançar 66% até 2050.

Necessidade de mudança

De acordo com o subsecretário geral da ONU e diretor-executivo do UN-Habitat, o espanhol Joan Clos, apesar de termos algumas boas referências em avanços urbanísticos no Brasil, como o trabalho feito em Curitiba e São Paulo, as cidades brasileiras se encaixam em um padrão latino-americano de desenvolvimento: “Em geral, a urbanização na América Latina, em um nível continental, tem problemas de produtividade urbana. As cidades não geram desenvolvimento para a sua população”. 

Clos atuou como prefeito de Barcelona de 1997 a 2006 e transformou a capital espanhola. Segundo ele, na sua gestão, um dos maiores problemas encontrados foi o desemprego: “E este é também um grande desafio das cidades latino-americanas: o desenvolvimento da população através de uma cidade fortalecida. É por meio de um projeto urbano eficiente que se dá qualidade de vida para a sociedade”. 
Como fruto de várias heranças históricas, as cidades brasileiras acabam resultando em ambientes de muita desigualdade social. Contudo, questões como as altas taxas de crescimento populacional e a ocupação do espaço pelas metrópoles são motivos de dor de cabeça para gestores municipais de todo o mundo.

Buscando soluções para as populações menos favorecidas, o terceiro setor – que inclui as organizações não lucrativas e a sociedade civil – tem a missão de suprir as falhas do Estado (primeiro setor) e do setor privado (segundo setor). Conforme artigo escrito pela socióloga e professora da Unicamp Maria da Glória Gohn, “o futuro das cidades depende inerentemente da atuação das organizações da sociedade civil, uma vez que as redes de articulação entre o poder público e o chamado Terceiro Setor serão imprescindíveis para proteger e preservar tanto as pessoas quanto o meio ambiente”. 

Para a assessora de Planejamento e Qualidade do Sesc/RS, Adriane Moraes, as organizações civis são fundamentais no incentivo do desenvolvimento das cidades: “A sustentabilidade das cidades é uma das questões prioritárias a serem discutidas no terceiro setor, já que podemos ser alvo do desequilíbrio social, ambiental e econômico”. Além disso, Adriane ressalta que, de alguma forma, também todos podem ser agentes geradores de impactos, influenciando as futuras gerações. “Precisamos analisar toda a cadeia de entrega de produtos e serviços e identificar novas formas de desenvolvimento social, como a utilização de tecnologias limpas e de menor impacto ambiental e novas formas de desenvolvimento econômico.” 

De acordo com a assessora, desde a sua criação, o Sesc/RS tem os princípios da sustentabilidade intrínsecos nas suas atividades: “O Mesa Brasil é um exemplo de que é possível desenvolver formas de combater o desperdício e atuar com ações educativas capazes de formar cidadãos mais conscientes e aptos ao reaproveitamento de alimentos com alto valor nutricional”. Ela ainda conta que o programa enfrenta um problema ambiental com relação ao desperdício de alimentos em todas as etapas produtivas. “Atualmente, cerca de 1,6 milhão de pessoas têm suas refeições diárias complementadas por alimentos que representam excedentes em alguma dessas etapas”, completa. 

E, para Adriane, o futuro das cidades estar ligado à sustentabilidade será uma questão de sobrevivência: “Ele não existe sem discussão das soluções para a mobilidade urbana, planejamento, organização e funcionamento das cidades”. Segundo ela, é preciso investir em novas tecnologias, conceitos de urbanização e formas de relacionamento, além de modelos de desenvolvimento econômico. “Precisamos mudar no que tange a hábitos de consumo, à reutilização de materiais, no prolongamento da vida útil de produtos e, principalmente, ter a compreensão de que os recursos são finitos. Será mais barato preservar do que manter um desenvolvimento econômico a qualquer preço”, destaca.  

Esta reportagem especial foi produzida pela nossa equipe para o informativo Conexão Mesa Brasil, editado pela Temática Publicações e veiculado em dezembro de 2016.

 


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