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Reportagens - 13.02.2017
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Chuvas e calor típicos da estação são o cenário perfeito para a proliferação do Aedes aegypti, principal transmissor da dengue, Zika vírus e febre Chikungunya

No Brasil, o verão não vem sendo apenas um sinônimo de férias e de temporada de©iStock.com/GordZam praias. Infelizmente, essa época também é o momento em que o mosquito Aedes aegypti, popularmente chamado por mosquito-da-dengue ou pernilongo-rajado, mais se prolifera e através dele algumas doenças são transmitidas para os seres humanos. Os brasileiros já estão familiarizados com os nomes dengue, Zika vírus e febre Chikungunya, mas nem todo mundo sabe quais são as diferenças e as similaridades entre essas doenças.

A grande atenção e a preocupação que essas enfermidades causam é algo recente no Brasil. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a dengue existe há 10 anos e as demais tiveram casos confirmados apenas no ano passado. A principal característica em comum é o seu transmissor: a fêmea do mosquito Aedes aegypti. Mas engana-se quem pensa que todos dessa espécie carregam algum vírus. Na realidade, o inseto é um potencial transmissor, pois é infectado apenas quando pica alguém já doente. A partir disso, ele começa a transmitir doenças. Adaptada às áreas urbanas, a espécie costuma se reproduzir em águas paradas e que recebem pouca iluminação. Já adulto, o inseto costuma picar durante o dia e seu voo não ultrapassa um metro e meio de altura. Costuma possuir tamanho mediano e apresentar pequenos pontos brancos espalhados pelo corpo.

Segundo a diretora do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs-RS), Marilina Bercini, os principais sintomas da dengue são febre alta, dores no corpo, principalmente na cabeça e nas articulações, manchas avermelhadas na pele, náuseas e vômitos. Ela aponta que o maior problema é que a dengue pode levar à morte: “Crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas como asma, diabete, câncer e lúpus ou qualquer indivíduo com deficiência da imunidade são casos em que podem ocorrer complicações”. A dengue possui os tipos 1, 2, 3 e 4 e as pessoas só podem ser infectadas uma vez com cada variação da doença. O problema é que a cada infestação, os sintomas se agravam. “Ter o vírus mais de uma vez é sempre muito arriscado, por que pode haver complicações muito sérias, resultando em alguns casos na dengue hemorrágica”, ressalta Marilina.

No caso do Zika vírus o sintoma mais característico é o aparecimento de manchas vermelhas pelo corpo, junto com a coçeira. Marilina afirma que ainda não há indícios que comprovem morte por causa da doença. “A complicação na gravidez pode causar microcefalia e até mesmo problemas visuais como a cegueira”, alerta a profissional. A mais recentemente descoberta é a febre Chikungunya. Diferentemente das demais, o principal indício da doença é que ela prejudica o movimento do indivíduo infectado. Marilina explica que o doente costuma apresentar dores nas articulações, inclusive com inflamações, inchaços e vermelhidão.

Em caso de suspeitas, procure um médico

Se houver sintomas, a primeira coisa a ser feita é procurar um médico e seguir suas orientações. “No RS a maioria das pessoas contraem essas doenças em viagem. Tudo o que a pessoa sente e todos os lugares que visitou recentemente devem ser ditos para o profissional da saúde”, salienta Marilina. Além disso, todas as suspeitas são notificadas para a vigilância do Estado, que visita a casa do possível infectado e coleta material para análises.

Como não há vacina para o Zika e nem para o Chikungunya, e a que existe para dengue só está disponível na rede privada, o combate ao mosquito é a principal maneira de erradicar essas doenças. No Rio Grande do Sul há registros desse pernilongo em 213 cidades, locais onde o cuidado deve ser redobrado. O Programa Estadual de Controle do Aedes capacita e repassa recursos aos municípios para investir na prevenção. Marilina aponta que o Estado trabalha fortemente nisso, mas sem o apoio da população é impossível avançar: “Não podemos ter um agente em cada casa. Acreditamos muito no apoio na população”.

A profissional de saúde revela que até o início de fevereiro o verão de 2017 está tranquilo, se comparado ao mesmo período do ano passado. “Temos casos notificados e ainda não confirmados das doenças, sendo que alguns já estão descartados. Até agora só houve quatro casos de dengue importada confirmada e nenhum adquirido aqui”, comemora. Entretanto, Marilina afirma que janeiro costuma ser o mês mais calmo e que as doenças se multiplicam mesmo após as viagens de carnaval. “Março e abril costumam ser os meses mais críticos aqui no Estado, por que é quando as pessoas voltam de viagem. Aqueles que visitaram cidades do sudeste, nordeste e centro-oeste devem estar atentos pois os locais são possíveis focos das doenças”, aconselha. Para se prevenir, o importante é deixar o pátio sempre limpo, remover a água parada e quando sair de casa nunca esquecer de usar repelente.

Acompanhe o trabalho de prevenção e conheça a campanha estadual RS Contra o Aedes clicando aqui.


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