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Reportagens - 06.07.2017
Amor de quatro patas
                                       
 
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Com a necessidade de cuidado crescente por bichinhos abandonados, mais do que nunca estão em voga a adoção de animais de rua e a prática de solidariedade com as entidades que cuidam dos pets

De acordo com levantamento realizado em 2016 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que haja mais de 30 milhões de animais abandonados no Brasil – um terço deste número é formado por gatos, enquanto o resto do contingente é canino. No mundo todo, segundo apontam pesquisas da Associação Mundial de Veterinária (WVA), são mais de 200 milhões de bichinhos nas ruas. Mais do que uma questão de saúde pública, o abandono de animais também se torna uma causa social, à medida que cresce a necessidade de cuidado a esses seres indefesos. De acordo com a veterinária Laís Alarça, a situação dos animais de rua é grave, mas a única maneira de buscar a solução do problema é através da conscientização: “Há muitas pessoas procurando um bichinho e muitos animais precisando de alguém, mas ainda há um tabu em torno da adoção no Brasil e é isso que precisamos vencer em um primeiro momento. Há muitas formas de adotar um bichinho e nenhum risco para a saúde de quem faz isso”.

Muitas pessoas se abstém de adotar um bichinho, pois acreditam que todos terão algum tipo de doença, mas Laís conta que esta é uma ideia equivocada: “Muitos podem, sim, estar com algum problema de saúde, mas grande parte deles só precisa de acompanhamento veterinário, uma alimentação de qualidade, carinho e um lugar quentinho para dormir”. Além disso, a maioria dos cães para adoção são SRD (Sem Raça Definida), na linguagem popular, vira-latas. Ao misturar várias raças, o animal adapta-se na seleção natural, torna-se mais forte e menos propenso a doenças crônicas. 

A experiência

Na Temática Publicações, além de outras características que nos ligam, como o jornalismo, a adoção de animais está no DNA da empresa. Por aqui, quase a equipe inteira tem uma história de ligação com o acolhimento de bichinhos. A Laís Albuquerque, estagiária de jornalismo, revela que já teve 12 animais adotados ao total, incluindo gatos, cachorros e coelhos. Atualmente, ela é tutora de 2 gatos e 1 cachorro. A outra estagiária de jornalismo, Nathália Cardoso, tem uma pinscher adotada, a Capitu, há 8 anos: “Minha avó acolheu uma cachorrinha grávida, e quando nasceram os filhotes, tive que levar uma para casa”. A Nathália Lemes, assistente do administrativo, atualmente tem 2 cachorrinhos, mas já cuidou de um total de 8 animais, incluindo cães e gatos, desde a infância. O Diego, jornalista, teve há alguns anos um gato adotado de uma ninhada encontrada abandonada pelo seu vizinho, com quem contou com o companheirismo durante 8 anos.

Sossô ganhou qualidade de vida ao lado de Fernanda, com cuidados e carinho constantesA Fernanda Reche, editora da Temática, é atualmente tutora do Simbad, um dachsund, mas há alguns anos adotou a Sossô, uma cachorrinha velhinha, descartada em um lixão próximo à casa de uma cliente que a resgatou. “Ela era cega de um olho, enxergava pouco do outro e teve vários tumores pelo corpo. Levei-a no veterinário para os tratamentos necessários e permanecemos juntas por dois anos, até o fim da vida dela”, comenta. Conforme Fernanda, o carinho dedicado à Sossô fez toda a diferença: "O caso chamou a atenção da veterinária que a atendia, que tinha anos de experiência na área. Quando viu os exames mais graves, a profissional acreditava que ela não passaria de um mês, mas ela ainda lutou por quase um ano para permanecer no novo lar". Foi um caso de superação, e depois que Sossô faleceu naturalmente, a veterinária se disse aliviada por não ter precisado dar a injeção letal naquela cachorrinha que queria tanto viver mais um pouquinho naquele contexto de amor e carinho.

Fofão é um dos gatinhos de Sílvio, que já teve mais de 20

O diretor de arte da Temática, Silvio Ribeiro, tem uma longa história de conexão com os bichinhos. “Minha mãe sempre foi apaixonada por gatos e cachorros, então desde que me conheço por gente lembro de estar com a casa cheia de animais”, comenta. Atualmente, Sílvio tem 11 gatos, uma cachorra e um galo na casa em que mora com a mãe. Ele ainda revela que, pela causa animal, atualmente todos na família são vegetarianos. “Vemos os bichinhos como parte da família, e, mesmo quando não podemos ficar com algum, cuidamos e buscamos alguém para adotar”.

Aos 32 anos, Laura adotou seu primeiro bichinho, DidaA adoção também transformou a vida de Laura Schenkel, jornalista na Temática, ao encontrar o Dida, na rua de casa. Laura conta que nunca teve animais de estimação, mas que se preocupou ao encontrar o cão rondando a rua, claramente assustado. “Tentei atraí-lo com comida e mesmo assim ele não aceitou. Com carinho e jeitinho o trouxemos para casa e no dia seguinte o levei ao veterinário”. Lá, o diagnóstico não foi dos melhores: com uma idade entre 12 e 15 anos, Dida estava cego de um olho, surdo, com pulgas e carrapatos, apático devido a problemas na próstata e coração. “O tratei com a ideia de devolvê-lo para o dono, mas quando o localizei, vimos que a melhor decisão seria ficar comigo”. Foi então que nasceu o nome: Dida, de ‘de dar dó’, como era o estado do bichinho quando Laura o encontrou. Atualmente, Dida está feliz, saudável e levando uma vida tranquila. E Laura? “Confesso que quando dizem que ele teve sorte ao me encontrar, só penso que quem teve sorte fui eu”.

A executiva de contas da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), cliente da A 'família bicho' de Tiovana hoje conta com quatro petsTemática, Tiovana Bencke, é outra apaixonada de longa data pela causa animal. Ela revela que, por ter sido, por muito tempo, a única criança de uma família que morava em sítio, seus companheiros eram os animais – incluindo cachorros, gatos, galinhas e até macaco. Ao se mudar para Porto Alegre, Tiovana trouxe consigo o amor pelos animais: “Fui cuidadora durante muito tempo, cheguei a ter mais de 21 cães recolhidos, vários filhotinhos correndo pela casa”. De acordo com Tiovana, pegar animais da rua requer atenção, cuidados e muita dedicação, por isso deve-se pensar com calma, pois a responsabilidade passa a ser completamente do cuidador. Atualmente, a sua ‘família bicho’, como apelidou, conta com quatro bichinhos – quatro cães e uma gata adotada.

Tiovana aponta que, por haver uma enorme população de cães de rua no Brasil, os cuidadores de animais têm uma grande missão ao resgatá-los e se responsabilizar pelos seus cuidados. De acordo com Tiovana, só quem passa por esta experiência conhece o desgaste físico, emocional e financeiro. “Mas o amor que um bichinho adotado dá é algo muito especial. A questão da proteção de animais é algo que te escolhe, tu não consegues ficar indiferente a um animal abandonado em uma situação precária”, conta.

Em busca de uma realidade mais justa para os bichinhos e também para transformar a visão supermercadista, Tiovana realizou o curso de auxiliar em veterinária, a fim de entender o mundo animal voltado para o setor. “Gostaria que houvesse menos bichinhos nas ruas e mais abrigos em boa situação. É por isso que lutamos”, completa.

Como adotar?

A maioria das cidades possui ‘hospedarias’ animais que ficam com bichinhos abandonados e que necessitam de cuidados – para adotar, basta procurar uma delas ou mesmo comparecer em feiras de adoção promovidas por estas instituições. Lembre-se: cada pet que encontra um lar abre espaço para outro que necessita de cuidados no abrigo. A veterinária Laís Alarça indica que, antes do animalzinho ir para casa, passe pela avaliação de um veterinário para assegurar os tutores que ele não necessita de cuidados especiais.

A veterinária ainda lembra que, ao chegar em casa, a adaptação de todos no lar pode levar algum tempo, mas geralmente resulta em uma linda história entre a família e o animal. “Os pets se adaptam rapidamente, precisam apenas de segurança e atenção. É preciso lembrar que o ambiente é novo para o bichinho e é extremamente natural que ele se assuste nos primeiros momentos”, revela. A veterinária recomenda atenção com as alturas para os gatinhos e com a ingestão acidental de produtos de limpeza ou mesmo de plantas tóxicas para os parceiros caninos. Mesmo com todos estes cuidados, a veterinária aponta que adotar é um ato de amor, além de ser transformador: “Há tantos animais precisando de afeto e cuidado, que na visita ao abrigo vai ficar difícil escolher um só”. 


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