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Reportagens - 16.07.2018
Pensando fora da caixa
                                       
 
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Método diferenciado e muito usado para a criação de produtos, o design thinking está ganhando destaque também no meio coorporativo, por trazer mais inovação no desenvolvimento de serviços e modelos de negócio

 

Famosa entre os designers, a metodologia do design thinking está conquistando©iStock.com/Peshkova cada vez mais empresas de diversos segmentos, que adaptam o método para pensar fora da caixa e fazer a diferença nos processos de seu negócio. Existem registros literários sobre o tema desde a década de 60 e início da de 70, por autores como Hebert Simon e Robert Mckim, pioneiros em falar sobre o design “como forma de pensar no final”. Entre os grandes disseminadores deste conceito está a consultoria americana Ideo, fundada por Tom e David Kelley e responsável por cases de renome da área.

Um dos sócios e gerente de negócios da Echos Laboratório de Inovação no Brasil, Mario Rosa, explica que o design thinking não deve ser extremamente simplificado, pois pode perder o seu valor. Um conceito interessante que ajuda a compreender a prática é que se trata de uma abordagem centrada no ser humano, acelerando a inovação e solucionando problemas complexos. “Um dos seus principais objetivos é sair da lógica cartesiana ‘problema-solução’ para trazer resoluções a partir do que é relevante para as pessoas. Ele propõe uma nova maneira de pensar, baseado em três grandes valores: empatia, colaboração e experimentação”, observa.

Mas o que mais chama a atenção das empresas para o design thinking é a sua capacidade de auxiliar na criação de ideias inovadoras e disrruptivas.  Conforme o gerente, o diferencial do método é ser um modelo mental pautado em descobrir qual solução vale a pena ser resolvida. “A prática oferece espaço para as ideias emergirem sem pré-julgamentos, fazendo com que o nosso cérebro seja forçado a sair da sua zona de conforto e, a partir daí, enxergar futuros desejáveis”, exemplifica. Outra característica interessante é que, por sua natureza interativa e flexível, o pensamento de acordo com o conceito se conecta às necessidades reais das pessoas e estimula a experimentação. O empresário aponta ainda que o método encara os erros como fontes de aprendizado: “É um processo no qual o erro é tido como uma parte integrante e valiosa da jornada.”

Resiliência como diferencial

Mario Rosa aponta que o design thinking pode ser adaptado a diferentes contextos e metodologias. “Não são as ferramentas que mudam as organizações. As mudanças são provocadas pelas pessoas, com suas visões de mundo. As ferramentas, assim como as tecnologias, são apenas suporte”, declara. É possível perceber que empresas atuantes em ambientes altamente regulados ou complexos estão procurando esta metodologia como um novo caminho rumo à inovação, mais centrado nas pessoas.

Um dos principais benefícios de utilizar o método nas organizações é minimizar os riscos e os custos ao criar algo. “É possível navegar com maior segurança, porque se relacionam com profundidade com seus clientes e testam de forma rápida e barata as suas ideias, produtos, serviços ou até mesmo modelos de negócio”, nota o empreendedor. Além disso, o profissional observa que a aplicação do design thinking transforma as equipes, pois elas se envolvem em um processo colaborativo, altamente empático e focado na experimentação. “Essas são características encontradas apenas em times de alta performance, e a forma como as pessoas se organizam dentro das empresas atualmente costuma ser bem diferente deste processo”, comenta.

No país, grandes corporações já apostaram no método. O grupo Itaú Unibanco, por exemplo, inaugurou uma área de inovação. Com foco no uso do design thinking para se diferenciar no mercado financeiro, a empresa colocou o desenvolvimento dessa cultura como um fator-chave. Já a fabricante de softwares Totvs usou o processo para tornar seus sistemas mais amigáveis para os clientes diante das novas tecnologias. Ao criar um laboratório de experiência do usuá­rio, a empresa diminuiu o retrabalho e acelerou o lançamento de novos produtos. A multinacional Visa iniciou um movimento global de transformação de seu modelo de negócio. A filial do Brasil recebeu a Cocreation Innovation Center, uma sala de inovação e incubadora de soluções. A companhia quer oferecer serviços cada vez mais customizados aos seus clientes. Além disso, está investindo fortemente na mudança de cultura da organização.

Atuando na resolução de problemas

©iStock.com/filadendronUm processo de inovação bastante conhecido é o Double Diamond (DD), mapeado pela ONG Design Council UK em 2005. Ele se baseia em momentos de convergência e divergência, a fim de gerar grandes reflexões e maior profundidade no trabalho. Segundo Mario Rosa, o momento de gerar soluções se inicia apenas depois da compreensão de contexto e da ressignificação de desafio. O especialista elenca como fases do DD os seguintes itens:

ENTENDIMENTO – Também chamado de “[des]entendimento”, é a busca do entendimento total sobre o desafio inicial. É quando são colhidos todos os dados existentes e disponíveis.

OBSERVAÇÃO – Momento de convergência de olhar e empatia. Hora de sair a campo. Pesquisas devem ser baseadas nas pessoas.

PONTO DE VISTA – Navegação e organização da complexidade gerada, fechando as pesquisas e compreendendo os dados.

IDEAÇÃO – Ao usar os dois lados do cérebro, o esquerdo (pensamento lógico) e o direito (pensamento criativo), essa fase transforma a pesquisa em um set de direções estratégicas e soluções tangíveis.

PROTOTIPAGEM – Etapa que expande e tira as ideias do papel. Protótipos forçam a pensar realisticamente sobre a maneira como as pessoas irão interagir com o conceito que está sendo projetado.

TESTE – Momento de testar a ideia e deixá-la crescer, para que ela se torne realidade. Às vezes, o teste revela que não temos a solução certa e que não conseguimos redefinir o problema corretamente.

ITERAÇÃO – Refinar os protótipos e as soluções e torná-las melhores por meio de feedbacks, que nos trazem insights valiosos. A etapa ajuda a criar uma solução importante para os usuários, criando valor para a solução.

 

Laís Albuquerque, jornalista (Temática)


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