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Entrevista - 28.09.2016
Mercado e negócios em mutação
                                       
 
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DivulgaçãoO consultor, escritor e apresentador de televisão Max Gehringer esteve na 35ª ExpoAgas, em 23 de agosto, no Agas Jovem. Especialista em carreira e empreendedorismo, ele conversou com a equipe da Temática* após o evento, em Porto Alegre, e deu algumas orientações para quem busca uma boa colocação no mercado.  

Como lidar com o imediatismo das novas gerações?

É algo que não se possa mudar. As pessoas entram e fazem o que chamamos de um rodízio de empresas. Funciona mais ou menos como um aprendizado. Acontece que quando alguém passa por várias empresas, descobre que a primeira era a boa. É como se voltasse e recomeçasse. As empresas aprenderam a conviver com isso e contratam pessoas que têm vários empregos recentes para fazer trabalhos em que possam ser facilmente substituídas. Excepcionalmente, quando a empresa vê que uma pessoa dessas é diferente, investe nela, para ver se tem interesse em ficar.

Alguns jovens chegam nas empresas com dificuldade de cumprir metas e prazos, e muitas vezes chegam sem noção de hierarquias. Como enfrentar essas dificuldades?

A educação em casa ficou um pouco mais frouxa. Os pais estão ouvindo mais o que os filhos têm a dizer, e, nas escolas, nem se fala. O jovem espera ter essa mesma facilidade na empresa, porque é a única experiência que possui. Quando descobre que não é assim, se frustra e começa a fazer acusações de que o 'meu chefe é um troglodita, não tem educação e falta com respeito', mas na verdade está fazendo o que qualquer um faz: ele cobra. Quando o jovem é contratado tem que ficar claro como a empresa funciona, que tem metas, objetivos. Em 80% das demissões, a causa é de contratações erradas, porque a empresa não diz como vai ser antes de contratar.    

Como evitar o fechamento de vagas neste momento de desaquecimento e possíveis baixas de clientes? 

Em empresas mais organizadas, sabe-se exatamente quantos funcionários se precisa para qual volume de produção. Aí não há muita dúvida, se o volume cai você diminui o número de vagas e se aumenta, precisa de mais pessoas. O que está pegando no mercado são aquelas áreas de apoio. Uma operação que faturava 100 e agora baixou para 90 tinha 15 pessoas na área de contas a pagar e com quantas eu tenho que ficar? É uma pergunta muito difícil de ser respondida, talvez se tenha até gente de menos. Vai depender muito dos resultados que a empresa está obtendo. Deve-se tentar evitar demissões até a última medida. Corta-se o café, eletricidade e até o papel higiênico, mas não demite. Os clientes estão procurando nesse momento pagar menos. Quem pode, está pressionando. O consumidor final fica mais seletivo em preços e produtos, isso vai voltando, pois a empresa que fabrica estes itens vai produzir e comprar menos. Isso é o que causa a recessão, mas os que mais estão sofrendo são os bens duráveis, ou seja, tudo o que custa caro e pode ficar para o ano que vem, como automóveis e a linha branca. Aí vem campanha, promoção, vai para a televisão e faz mutirão de vendas. Tudo o que for possível para não se deixar abater numa hora dessas.

Diante das novidades tecnológicas e constantes mudanças do mercado, de que forma as empresas podem surpreender e até mesmo se diferenciar?

A mudança ideal para qualquer empresa é aquela que ninguém percebe que ela acontece. Tira-se uma foto da empresa há cinco anos e outra hoje e percebe-se que mudou tudo... A mesa e a cadeira não são as mesmas, a parede e o retrato são diferentes, assim como os produtos mudaram. Nada é igual! Não se percebe em qual momento isso foi feito, pois cada coisa foi feita em um outro momento, sem trauma, barulho ou nada mais. Essa é a mudança perfeita, percebemos quando comparamos. Já a imperfeita é quando deixamos de fazer alguma coisa e agora temos que tomar uma medida drástica. Essa atitude cria problemas para a empresa, desmotiva os funcionários e piora a imagem que existe no mercado. Então, a atenção à mudança é muito mais em fazer as pequenas alterações na hora adequada para não ter que fazer a grande transformação quando já começa a ficar tarde demais. É se antecipar a coisas que podem acontecer e evoluir, para se preparar para a crise e estar à frente dos concorrentes no mercado. Dessa forma, vai se sofrer menos com a crise, para não ter que tomar atitudes que vão prejudicar a imagem da empresa dentro e fora dela.

*Por Cláudia Boff, jornalista (Temática)


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