Facebook Twitter Instagran
 
   
O que fazemos
Publicações
Expediente
Trabalhe Conosco
 
 
   
 
 
     
Entrevista - 28.09.2016
Mercado e negócios em mutação
                                       
 
Envie essa página como dica de leitura para seu amigo. Sua participação é muito importante!
 
   
   
   
   
   
 
Envie sua opinião sobre essa leitura, dúvida ou sugestão. Sua participação é muito importante!
 
   
   
   


 

DivulgaçãoO consultor, escritor e apresentador de televisão Max Gehringer esteve na 35ª ExpoAgas, em 23 de agosto, no Agas Jovem. Especialista em carreira e empreendedorismo, ele conversou com a equipe da Temática* após o evento, em Porto Alegre, e deu algumas orientações para quem busca uma boa colocação no mercado.  

Como lidar com o imediatismo das novas gerações?

É algo que não se possa mudar. As pessoas entram e fazem o que chamamos de um rodízio de empresas. Funciona mais ou menos como um aprendizado. Acontece que quando alguém passa por várias empresas, descobre que a primeira era a boa. É como se voltasse e recomeçasse. As empresas aprenderam a conviver com isso e contratam pessoas que têm vários empregos recentes para fazer trabalhos em que possam ser facilmente substituídas. Excepcionalmente, quando a empresa vê que uma pessoa dessas é diferente, investe nela, para ver se tem interesse em ficar.

Alguns jovens chegam nas empresas com dificuldade de cumprir metas e prazos, e muitas vezes chegam sem noção de hierarquias. Como enfrentar essas dificuldades?

A educação em casa ficou um pouco mais frouxa. Os pais estão ouvindo mais o que os filhos têm a dizer, e, nas escolas, nem se fala. O jovem espera ter essa mesma facilidade na empresa, porque é a única experiência que possui. Quando descobre que não é assim, se frustra e começa a fazer acusações de que o 'meu chefe é um troglodita, não tem educação e falta com respeito', mas na verdade está fazendo o que qualquer um faz: ele cobra. Quando o jovem é contratado tem que ficar claro como a empresa funciona, que tem metas, objetivos. Em 80% das demissões, a causa é de contratações erradas, porque a empresa não diz como vai ser antes de contratar.    

Como evitar o fechamento de vagas neste momento de desaquecimento e possíveis baixas de clientes? 

Em empresas mais organizadas, sabe-se exatamente quantos funcionários se precisa para qual volume de produção. Aí não há muita dúvida, se o volume cai você diminui o número de vagas e se aumenta, precisa de mais pessoas. O que está pegando no mercado são aquelas áreas de apoio. Uma operação que faturava 100 e agora baixou para 90 tinha 15 pessoas na área de contas a pagar e com quantas eu tenho que ficar? É uma pergunta muito difícil de ser respondida, talvez se tenha até gente de menos. Vai depender muito dos resultados que a empresa está obtendo. Deve-se tentar evitar demissões até a última medida. Corta-se o café, eletricidade e até o papel higiênico, mas não demite. Os clientes estão procurando nesse momento pagar menos. Quem pode, está pressionando. O consumidor final fica mais seletivo em preços e produtos, isso vai voltando, pois a empresa que fabrica estes itens vai produzir e comprar menos. Isso é o que causa a recessão, mas os que mais estão sofrendo são os bens duráveis, ou seja, tudo o que custa caro e pode ficar para o ano que vem, como automóveis e a linha branca. Aí vem campanha, promoção, vai para a televisão e faz mutirão de vendas. Tudo o que for possível para não se deixar abater numa hora dessas.

Diante das novidades tecnológicas e constantes mudanças do mercado, de que forma as empresas podem surpreender e até mesmo se diferenciar?

A mudança ideal para qualquer empresa é aquela que ninguém percebe que ela acontece. Tira-se uma foto da empresa há cinco anos e outra hoje e percebe-se que mudou tudo... A mesa e a cadeira não são as mesmas, a parede e o retrato são diferentes, assim como os produtos mudaram. Nada é igual! Não se percebe em qual momento isso foi feito, pois cada coisa foi feita em um outro momento, sem trauma, barulho ou nada mais. Essa é a mudança perfeita, percebemos quando comparamos. Já a imperfeita é quando deixamos de fazer alguma coisa e agora temos que tomar uma medida drástica. Essa atitude cria problemas para a empresa, desmotiva os funcionários e piora a imagem que existe no mercado. Então, a atenção à mudança é muito mais em fazer as pequenas alterações na hora adequada para não ter que fazer a grande transformação quando já começa a ficar tarde demais. É se antecipar a coisas que podem acontecer e evoluir, para se preparar para a crise e estar à frente dos concorrentes no mercado. Dessa forma, vai se sofrer menos com a crise, para não ter que tomar atitudes que vão prejudicar a imagem da empresa dentro e fora dela.

*Por Cláudia Boff, jornalista (Temática)


Leia também:
28/09/2016  ›  Mercado e negócios em mutação
 
Direto da redação
20.06.2017
Top de Marketing ADVB 2017 divulga vencedores
13.06.2017
Top of Mind 2017 revela vencedores
12.06.2017
Mapeamento aponta situação do impacto socioambiental dos negócios brasileiros
08.06.2017
Domínio poa.br começa a funcionar em junho
 
Trabalhe Conosco
Quantos livros você lê por ano?
1-5
6-10
11-15
Mais de 15
Não costumo fazer leituras frequentes
 
 
 

R. General João Telles, 524/602 • Porto Alegre/RS • Fone: (51) 3346-1194 • E-mail: admin@tematica-rs.com.br